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Agrishow 2026: endividamento recorde no agro expõe pressão de juros altos e custo de produção

Publicado 28/04/2026 • 23:06 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • Alta de impostos, diesel e fertilizantes, combinada à queda das commodities, reduz renda e dificulta retorno, que leva cerca de sete anos no campo
  • Articulação política busca viabilizar uso de fundo do petróleo para repactuar dívidas via PL 5122/2023 e destravar crédito rural
  • FAESP aposta em educação, tecnologia e conectividade para formar jovens, estimular sucessão no campo e ampliar produtividade

O endividamento no agronegócio atingiu 7% dos produtores, o maior nível em 20 anos, segundo Tirso Meirelles, presidente da FAESP. Em entrevista ao Times Brasil – licenciado exclusivo CNBC, ele afirmou que o quadro está ligado à política fiscal e monetária, com inflação elevada e juros altos.

Ele criticou o aumento de impostos e dos custos de produção, como diesel e fertilizantes, ao mesmo tempo em que os preços das commodities caíram, comprimindo a renda do produtor.

“Isso se deve, principalmente, à falta de governança do governo federal. Há um problema de responsabilidade fiscal e monetária. O governo arrecadou cerca de R$ 3 trilhões no ano passado e pagou aproximadamente R$ 1 trilhão em dívidas. Hoje, o brasileiro precisa de mais de cinco meses para pagar impostos, que seguem aumentando, enquanto os gastos são mal direcionados. Com isso, não se consegue reduzir a inflação e, consequentemente, os juros, que seguem muito elevados. Esse é o principal fator do aumento do endividamento”, afirmou.

Meirelles também argumentou que o alto patamar de juros no Brasil atrai capital externo de curto prazo, o que ajuda a explicar a alta da bolsa e a queda do dólar, mas pode gerar instabilidade futura. Ele ressaltou que o retorno no campo leva, em média, sete anos, o que torna o endividamento mais sensível ao custo financeiro e à carga tributária.

Na área de formação, Meirelles destacou investimentos em educação e tecnologia no campo, com a criação de centros de excelência em áreas como biocombustíveis, inteligência artificial, bioinsumos, irrigação e agricultura familiar, em cidades como Ribeirão Preto, São Roque, Avaré e no Vale do Ribeira.

Segundo ele, a estratégia busca ampliar produtividade, difundir conhecimento e estimular a permanência de jovens no campo. “É um ponto central. Trabalhamos a formação de lideranças com produtores e suas famílias, além de incentivar jovens a retornarem às propriedades com foco em inovação, tecnologia e empreendedorismo. Sem isso, há risco de venda das terras”, disse.

Meirelles também destacou iniciativas para aproximar produtores da tecnologia, como a participação em feiras com centenas de expositores. Segundo ele, há hoje cerca de 20 mil drones em uso no campo, mas a demanda pode chegar a 200 mil, com falta de operadores.

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