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Haddad não vê resistência do empresariado após passagem pela Fazenda e afirma ter condições de vencer Tarcísio
Publicado 20/03/2026 • 19:14 | Atualizado há 2 horas
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Publicado 20/03/2026 • 19:14 | Atualizado há 2 horas
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Foto: Reprodução
O pré-candidato do Partido dos Trabalhadores (PT) ao governo de São Paulo, Fernando Haddad, afirmou nesta sexta-feira, 20, na capital paulista, que considera “natural” a permanência do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) na chapa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em uma eventual candidatura à reeleição.
Durante coletiva de imprensa, Haddad também disse que pretende ouvir Alckmin sobre o cenário eleitoral em São Paulo e possíveis estratégias para a disputa estadual.
“O Alckmin foi quatro vezes governador do Estado de São Paulo. Quero ouvir a opinião dele sobre as nossas chances aqui, qual é a melhor composição para lograrmos êxito na eleição”, afirmou. “Nós vamos ter toda a condição de ouvir o vice-presidente, pelo muito que ele conhece, para tomar a melhor decisão.”
Leia também: Haddad anuncia candidatura ao governo de São Paulo; destino de Alckmin permanece incerto
Na mesma coletiva, Haddad afirmou que acredita ter condições de vencer a eleição ao governo paulista, mesmo diante da alta aprovação do atual governador, Tarcísio de Freitas (Republicanos), especialmente no interior do Estado.
Segundo ele, a percepção sobre o cenário mudou ao longo do tempo. O ex-ministro disse que, inicialmente, avaliava como difícil derrotar o atual governador, mas que passou a identificar fragilidades na gestão.
Entre os pontos citados, Haddad destacou a área da Educação, que, segundo ele, apresenta “muita fragilidade”. O petista também criticou a falta de representatividade de São Paulo no Senado.
“Ninguém conhece os atuais senadores de São Paulo. Eles não têm presença”, afirmou, sem citar nomes.
Ao comentar a relação com o setor produtivo, Haddad disse que não vê mais resistência do empresariado após sua passagem pelo Ministério da Fazenda. Segundo ele, os resultados econômicos recentes ajudam a reduzir a distância entre o governo e os empresários.
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“O empresariado brasileiro não tem do que reclamar dos governos progressistas”, disse. “Vá pegar os balanços das empresas, o que aconteceu nesses três anos de governo Lula.”
O ex-ministro também criticou indicadores do Estado de São Paulo e afirmou que parte relevante dos investimentos locais tem origem em recursos federais. Ele citou, como exemplo, os efeitos do plano diretor sobre o volume de empreendimentos no Estado.
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