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Petróleo pode transformar economia do Amapá e já atrai empresas, afirma secretário de desenvolvimento econômico do estado
Publicado 19/08/2026 • 14:28 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 19/08/2026 • 14:28 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
A possibilidade de produção de petróleo na costa do Amapá já começa a movimentar empresas, fornecedores e iniciativas de qualificação profissional no estado, mesmo antes da confirmação da viabilidade comercial do projeto. A avaliação é de Wandemberg Pitaluga Filho, secretário de Desenvolvimento Econômico do Amapá e presidente da Agência de Desenvolvimento Econômico do estado, em entrevista ao Real Time, do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC.
Segundo o secretário, o governo estadual vem se preparando há anos para uma eventual expansão da indústria de petróleo na região. O processo de licenciamento ambiental levou cerca de 14 anos, e as pesquisas exploratórias começaram em outubro do ano passado.
Para Pitaluga, a atividade pode representar uma mudança relevante para a economia local, com efeitos sobre emprego, renda, arrecadação e atração de investimentos. “É sim uma transformação para o Amapá, para desenvolvimento, para renda, para emprego e nós estamos preparados para receber essa indústria”, afirmou.
Além da Petrobras, o secretário citou empresas como ExxonMobil, CNPC e Brava Energia entre as companhias que possuem blocos na Margem Equatorial e que, segundo ele, aguardam os resultados das pesquisas exploratórias para avançar com novos trabalhos.
O município de Oiapoque, no extremo norte do estado, já estaria recebendo empresas e operadores ligados à etapa de pesquisa e às próximas fases de desenvolvimento da atividade.
A preparação também inclui formação de mão de obra. O governo lançou o programa Qualifica Amapá, voltado à capacitação técnica de jovens em áreas relacionadas ao petróleo, mineração e indústria. O estado também adotou medidas tributárias para tentar aumentar a competitividade na atração de empresas, segundo Wandemberg.
A intenção é fazer com que parte da cadeia produtiva se estabeleça no próprio Amapá, em vez de apenas utilizar o estado como ponto de passagem. “Nós estamos trabalhando […] para que de fato a gente consiga deixar essa riqueza estacionada dentro do estado do Amapá”, disse.
Leia também: Descoberta de petróleo no Amapá pode ajudar Petrobras a repor reservas
O secretário também defendeu investimentos em infraestrutura para acompanhar o possível crescimento da atividade. Segundo ele, o estado avalia utilizar sua posição geográfica e a proximidade com Guiana e Suriname para estruturar o escoamento de uma eventual produção.
Pitaluga afirmou ainda que existe um projeto portuário em desenvolvimento no estado que poderia apoiar a cadeia de petróleo. A infraestrutura também é apontada como uma das áreas prioritárias para eventual aplicação dos recursos provenientes dos royalties.
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Siga o Times | CNBCNa avaliação do secretário, o desafio será evitar que a economia do Amapá se torne excessivamente dependente do petróleo.
Ele afirmou que o estado vem estudando a experiência de outras regiões produtoras para definir como utilizar os recursos. Saúde e educação aparecem entre as áreas prioritárias, mas o governo também defende investimentos em infraestrutura e qualificação. “A gente sabe muito bem que a força do recurso vindo dos royalties do petróleo é oriunda de uma gestão mesmo”, afirmou.
A estratégia inclui ainda o fortalecimento de outros setores, especialmente a mineração. Segundo Pitaluga, o governo trabalha na retomada da atividade mineradora no estado, que já teve relevância econômica no passado.
A ideia, segundo ele, é aproveitar a possível expansão do setor de petróleo para ampliar a atividade industrial e diversificar a economia.
Apesar da expectativa, a produção comercial ainda depende das próximas etapas de avaliação do poço e da confirmação da viabilidade econômica.
Segundo Wandemberg, a estimativa apresentada pela Petrobras aponta para um horizonte de seis a oito anos para a produção, embora o governo espere que avanços tecnológicos possam reduzir esse prazo.
Os efeitos econômicos, porém, podem começar antes da extração, na avaliação do secretário. Ele afirma que fornecedores internacionais já estão se instalando ou iniciando operações no Amapá.
Com isso, o governo estadual aposta que a eventual indústria petrolífera possa estimular investimentos, empregos e qualificação profissional mesmo antes da chegada dos royalties.
Leia mais: Descoberta de petróleo no Amapá reforça soberania energética do Brasil, diz Alexandre Silveira
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