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Ibovespa cai mais de 2% com incertezas sobre Lula 4 e espera da decisão do Fed
Publicado 28/10/2026 • 13:10 | Atualizado há 24 minutos
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Publicado 28/10/2026 • 13:10 | Atualizado há 24 minutos
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Ibovespa recua mais de 2% nesta quarta-feira (28), pressionado por incertezas sobre a política econômica do próximo governo
O Ibovespa operava em forte queda nesta quarta-feira (28), em meio às incertezas sobre a política econômica do quarto mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Às 13h, o principal índice da Bolsa brasileira caía 2,82%, aos 170.762,67 pontos, enquanto investidores aguardavam novas sinalizações do governo e a decisão de juros do Federal Reserve (Fed), o banco central dos Estados Unidos.
O recuo prolongava as perdas registradas desde o segundo turno das eleições. Na segunda-feira (26), o Ibovespa despencou 13,88% e, na terça-feira (27), caiu mais 0,51%. Considerando a desvalorização desta quarta-feira, a Bolsa acumulava uma queda próxima de 17% na semana.
A falta de definições sobre a equipe econômica e as medidas para controlar a dívida pública mantém os investidores cautelosos. A pressão atinge diferentes setores da Bolsa, especialmente os bancos e as empresas mais dependentes do consumo e do crédito no Brasil.
Leia também: Ibovespa ensaia recuperação após reeleição de Lula, mas cai 0,51%; dólar corrige excessos e fecha a R$ 5,35
Entre as principais dúvidas está a definição de quem comandará o Ministério da Fazenda no próximo mandato de Lula. O mercado aguarda indicações sobre as prioridades da nova equipe econômica, especialmente em relação aos gastos do governo e à trajetória da dívida pública.
O receio é que um aumento das despesas, sem receitas suficientes para financiá-las, dificulte o controle das contas públicas. Isso pode elevar o risco percebido pelos investidores e manter os juros altos por mais tempo.
As ações dos bancos estão entre as que mais pressionam o Ibovespa nesta quarta-feira, após registrarem ganhos antes do segundo turno. Empresas ligadas ao consumo e à atividade econômica brasileira também recuam, diante das dúvidas sobre o crescimento e as condições de crédito nos próximos anos.
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Siga o Times | CNBCO ambiente de cautela também se reflete no câmbio e nos contratos de juros futuros.
Por volta das 12h10, o dólar à vista subia 0,23%, cotado a R$ 5,3625, depois de atingir R$ 5,3770 na máxima do dia. A moeda americana havia começado a sessão em queda, mas mudou de direção ao longo da manhã.
Nos juros futuros, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2031 passou de 14,91%, no ajuste anterior, para 15,11%, após alcançar 15,29% durante o pregão.
Essas taxas mostram quanto o mercado exige para emprestar dinheiro em diferentes prazos. Quando sobem, podem encarecer o financiamento das empresas e tornar os investimentos em renda fixa mais atraentes em comparação com as ações.
No exterior, a atenção está voltada para o Federal Reserve, que anuncia sua decisão sobre os juros às 15h, no horário de Brasília.
A expectativa predominante é de manutenção da taxa americana no intervalo de 3,75% a 4% ao ano. Além da decisão, os investidores acompanharão o comunicado e as declarações do presidente do Fed, Kevin Warsh, em busca de pistas sobre os próximos passos da política monetária.
Embora as preocupações com a economia brasileira tenham maior peso no pregão desta quarta-feira, a decisão americana também pode influenciar os ativos locais. Juros elevados nos Estados Unidos aumentam a atratividade dos títulos daquele país e podem reduzir o interesse por investimentos em mercados emergentes, como o Brasil.
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