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Dólar tem leve queda e fecha a R$ 5,85 após alívio em tarifas de Trump
Publicado 14/04/2025 • 18:39 | Atualizado há 1 ano
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Publicado 14/04/2025 • 18:39 | Atualizado há 1 ano
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O dólar encerrou a sessão desta segunda-feira (14) em leve queda de 0,33%, cotado a R$ 5,8512, após uma manhã de maior alívio nos mercados internacionais. A trégua temporária na guerra comercial entre Estados Unidos e China — com a decisão do presidente americano, Donald Trump, de suspender tarifas sobre produtos eletrônicos e smartphones — reforçou o apetite por ativos de risco e beneficiou moedas de países emergentes.
A moeda americana chegou a operar no nível de R$ 5,82 pela manhã, acompanhando a valorização de divisas como o peso mexicano e o rand sul-africano, em meio à desvalorização global do dólar. No entanto, o real não acompanhou com o mesmo vigor e teve desempenho inferior ao de seus pares, refletindo também a baixa liquidez e um cenário doméstico esvaziado, sem indicadores relevantes.
O alívio veio após Trump anunciar, no fim de semana, a suspensão temporária de parte das chamadas “tarifas recíprocas”, que vinham sendo impostas a produtos chineses. A medida foi bem recebida principalmente por empresas de tecnologia, aliviando temores sobre uma escalada imediata nas tensões comerciais. Ainda assim, o mercado segue atento a possíveis reviravoltas, já que o próprio presidente americano reafirmou, em declarações nesta segunda, sua intenção de seguir taxando importações como forma de trazer empresas de volta aos EUA.
“A decisão de Trump trouxe algum alívio, especialmente para o setor de tecnologia. Mas o ambiente ainda é instável e sujeito a mudanças rápidas”, afirmou Eurico Riberto, gerente da B&T XP.
O índice DXY — que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de moedas fortes — furou o piso dos 100 mil pontos e chegou à mínima de 99.208 durante a manhã, refletindo a valorização do euro e da libra esterlina. Segundo André Galhardo, economista da Remessa Online, o DXY atingiu seu menor nível desde abril de 2022. “Apesar dos desafios econômicos da Europa, ela ainda é percebida como um porto relativamente seguro neste cenário global incerto”, avaliou.
Enquanto isso, os juros dos títulos do Tesouro dos EUA (Treasuries) recuaram, o que ajudou a acalmar os mercados após uma semana de forte aversão ao risco. O diretor do Federal Reserve, Christopher Waller, também contribuiu para o sentimento de alívio ao afirmar que, diante de sinais de recessão, pode apoiar cortes de juros antes do previsto.
No Brasil, operadores destacaram a baixa disposição dos investidores em tomar posições mais arriscadas, o que reduziu a liquidez do mercado. O dólar futuro para maio movimentou menos de US$ 10 bilhões no dia, abaixo da média recente.
Ainda no noticiário local, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços informou que a balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 1,595 bilhão na segunda semana de abril, elevando o saldo acumulado no mês para US$ 3,189 bilhões. No ano, o superávit chega a US$ 13,171 bilhões.
Entre as moedas da região, o destaque negativo ficou com o peso colombiano, que recuou mais de 0,60%. Já o peso argentino sofreu uma queda superior a dois dígitos, após o governo de Javier Milei eliminar os controles cambiais.
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Siga o Times | CNBCApesar da queda nesta segunda-feira, o dólar ainda acumula alta de 2,56% em abril. No ano, a moeda registra desvalorização de 5,32% frente ao real.
* Com informações da Agência Estado
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