Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
Para mercado, inflação dos alimentos terá maior peso em 2026
Publicado 30/11/2025 • 15:10 | Atualizado há 6 meses
Família de deputada americana deve lucar milhares de dólares com estreia histórica da SpaceX na bolsa
Queda do bitcoin reacende debate sobre investimento e reforça cautela de especialistas
EXCLUSIVO CNBC: Irã vai disputar Copa do Mundo nos EUA apesar de tensão militar, diz Gianni Infantino
Ações de luxo disparam com proposta de acordo entre EUA e Irã
De startup a US$ 1,8 trilhão: investidores que apostaram na SpaceX colhem ganhos históricos
Publicado 30/11/2025 • 15:10 | Atualizado há 6 meses
KEY POINTS
IGP-M Inflação do aluguel avança em novembro, mas recua no acumulado de 12 meses
inflação dos alimentos
Após encerrar 2024 com alta de 8,2%, a alimentação no domicílio teve contribuição importante para a desinflação ao longo de 2025. O IPCA deve fechar o ano ligeiramente abaixo do teto da meta, e o comportamento dos preços dos alimentos foi um dos fatores que ajudaram esse resultado. Para 2026, porém, economistas avaliam que o quadro será diferente e que a inflação dos alimentos deve voltar a ganhar peso.
Em 2025 até outubro, a alimentação no domicílio acumulou alta de 4,53%, influenciada por safras favoráveis, apreciação cambial, queda de commodities e maior oferta interna de proteínas. O período registrou cinco meses seguidos de recuos no subgrupo do IPCA, movimento considerado atípico pelos especialistas.
Economistas observam que a inflação dos alimentos não deve contar no próximo ano com os mesmos elementos que suavizaram a pressão em 2025. A carne bovina é apontada como o principal vetor de mudança. Segundo João Fernandes, da Quantitas, a dinâmica do boi gordo foi decisiva para revisões para baixo ao longo de 2025, mas o ciclo deve perder força em 2026.
Fernandes explica que a esperada redução no abate de fêmeas não ocorreu no segundo semestre de 2025, o que adiou previsões de alta mais forte para a carne bovina. A expectativa agora é que essa inflexão aconteça ao longo do primeiro semestre de 2026. A Quantitas revisou sua projeção para a alimentação no domicílio no próximo ano de 5,5% para 4,9%.
Fabio Romão, da 4intelligence, também vê um ambiente menos favorável. Ele lembra que, no início de 2025, as projeções para o subgrupo apontavam alta de 7%, estimativa hoje rebaixada para algo entre 2,5% e 3%. Para ele, parte do alívio veio de uma apreciação cambial que não deve se repetir em 2026.
Romão estima que as carnes, que subiram 20,8% em 2024 e devem desacelerar para 1,7% em 2025, voltem a avançar perto de 6,9% em 2026. Itens como frutas, leite, derivados, óleos e gorduras também são apontados como potenciais fontes de pressão no índice.
Leia também:
Ultraprocessados já são quase um quarto da alimentação dos brasileiros
Conta de luz vai ficar mais barata em dezembro
A estrategista de inflação da Warren Investimentos, Andrea Angelo, destaca que o recuo de alimentos in natura e semielaborados ajudou a conter o IPCA em 2025. Para 2026, porém, ela projeta alta de 6% para a alimentação no domicílio. “Com preços muito baixos de itens como arroz, feijão e leite, é pouco provável que esse comportamento se mantenha por dois anos seguidos”, afirma.
Segundo Angelo, a taxa de câmbio prevista pela Warren — R$ 5,40 tanto em 2025 quanto em 2026 — não deve ser o principal fator de pressão no próximo ano. O ponto central, diz ela, será mesmo a trajetória dos alimentos, reforçando a percepção de que a inflação dos alimentos terá impacto maior no IPCA.
Economistas concordam que 2025 foi um ano fora da curva, com quedas consecutivas do subgrupo e surpresas baixistas persistentes. João Fernandes resume esse movimento ao dizer que o mercado esperava algum repique ao longo dos meses de queda, mas a reação demorou a aparecer.
Siga o Times Brasil no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.
Seguir no GoogleO consenso entre os analistas é que 2026 tende a marcar um retorno ao padrão histórico, com a inflação dos alimentos voltando a influenciar de forma mais significativa o IPCA, embora sem riscos imediatos de descontrole inflacionário.
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings

Mais lidas
Instagram apresenta instabilidade nesta sexta-feira; usuários relatam falhas de acesso
2
Quando será o sorteio da Quina de São João? Veja data e prêmio
3
Corte italiana avalia constitucionalidade de decreto que limitou dupla cidadania
4
IPO histórico: SpaceX estreia com alta de 24% na Nasdaq e ultrapassa US$ 2 trilhões em valor de mercado
5
Copasa precifica oferta a R$ 49 e Equatorial garante fatia de 30% na privatização