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Produção de alumínio no Brasil cresce 8,5% e chega ao maior nível desde 2013

Publicado 13/07/2026 • 10:06 | Atualizado há 41 minutos

KEY POINTS

  • Setor de alumínio soma R$ 168 bilhões em faturamento e mantém 508 mil empregos em 2025.
  • Importados avançam e já respondem por 12% do mercado nacional de alumínio, aponta ABAL.
  • Indústria do alumínio fecha 2025 com superávit comercial de US$ 3,3 bilhões, o sétimo seguido.
chapas de alumínio

ABAL Associação Brasileira do Alumínio

chapas de alumínio

A produção brasileira de alumínio primário cresceu 8,5% em 2025, alcançando 1,18 milhão de toneladas, o maior volume desde 2013. Os dados fazem parte do Anuário Estatístico de 2025 da Associação Brasileira do Alumínio (ABAL), divulgado nesta segunda-feira (13).

Segundo a entidade, o resultado veio em um ano marcado pelo tarifaço do Trump e mudanças nas cadeias globais de suprimento. Ainda assim, a indústria nacional preservou investimentos, produção e empregos.

Faturamento e investimentos avançam no setor de alumínio

De acordo com o levantamento, o faturamento do setor atingiu R$ 168 bilhões, alta de 10,6% frente a 2024. Os investimentos brutos somaram R$ 6,8 bilhões, acima dos R$ 6,1 bilhões registrados no ano anterior.

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Além disso, a arrecadação tributária chegou a R$ 34,8 bilhões, conforme a ABAL. O setor manteve cerca de 508 mil empregos diretos e indiretos ao longo do ano.

🔍 Anuário Estatístico: relatório anual publicado pela ABAL com dados consolidados de produção, comércio exterior, consumo e emprego da cadeia produtiva do alumínio no Brasil.

Ainda segundo o documento, o país encerrou 2025 com superávit comercial de US$ 3,3 bilhões na balança do setor. Foi o sétimo resultado positivo consecutivo e o segundo melhor patamar dos últimos 17 anos, conforme a associação.

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Para a presidente executiva da ABAL, Janaina Donas, os fundamentos da cadeia brasileira permanecem sólidos. Em declaração ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, ela afirmou que o desafio está em garantir condições para que os ativos do país gerem valor internamente.

Donas defendeu ainda a convergência entre políticas públicas e uma política comercial capaz de assegurar isonomia entre o produto nacional e o importado.

Importados ganham espaço no mercado nacional

Por outro lado, o Anuário aponta um movimento de atenção para o setor. O consumo doméstico de produtos transformados somou 1,883 milhão de toneladas, leve queda de 0,5% frente ao ano anterior.

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Enquanto o consumo de produtos de origem nacional recuou 1,3%, as importações de semimanufaturados e manufaturados subiram 5,9%, segundo a ABAL. Com isso, a participação dos importados no mercado interno passou de 11,2% para 12%.

🔍 Semimanufaturados: produtos de alumínio que passaram por etapas iniciais de processamento industrial, mas ainda não chegaram ao formato final de consumo, como chapas e perfis.

A China respondeu por 26,9% das importações brasileiras do setor em 2025, de acordo com o levantamento. Para a associação, o saldo comercial segue positivo, mas cada vez mais apoiado em matérias primas, enquanto produtos de maior valor agregado perdem espaço para concorrentes externos.

Segmentos de consumo têm resultados mistos

Entre os mercados consumidores, o segmento de eletricidade teve o maior crescimento do ano, de 10,2%, impulsionado pelos leilões de transmissão e distribuição promovidos pela ANEEL, segundo a ABAL.

Já o segmento de embalagens, responsável por um terço do consumo nacional, cresceu 0,7%. Transportes recuou 0,8%, construção civil caiu 3,4%, bens de consumo tiveram queda de 6,6% e máquinas e equipamentos registraram retração de 10,5%, conforme o Anuário.

No caso de transportes, a associação chama atenção para um ponto específico. Apesar da expansão da eletrificação veicular no país, parte relevante dos modelos elétricos vendidos no Brasil é fabricada com baixo conteúdo local, o que limita o efeito positivo dessa transição sobre a indústria nacional de alumínio.

Lingotes de alumínio
ABAL Associação Brasileira do Alumínio
Lingotes de alumínio

Panorama global reforça posição do Brasil

Segundo a ABAL, o Brasil reúne uma combinação de ativos que poucos países possuem simultaneamente. O país é o quarto maior produtor mundial de bauxita, o terceiro maior produtor de alumina e o nono maior produtor de alumínio primário.

A entidade destaca também que o Brasil abastece cerca de 57% de seu consumo com alumínio reciclado, índice mais do que duas vezes acima da média mundial.

Donas afirmou que a transição energética também representa uma disputa por cadeias de valor. Segundo ela, o protagonismo caberá a quem conseguir transformar recursos estratégicos em produtos, tecnologia e inovação, e não apenas produzir ou comercializar essas matérias primas.

A executiva concluiu que o desafio do setor passa por converter movimentos como a transição energética, a eletrificação e o avanço da economia circular em mais investimento, produção e empregos no país.

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