Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
Produção de alumínio no Brasil cresce 8,5% e chega ao maior nível desde 2013
Publicado 13/07/2026 • 10:06 | Atualizado há 41 minutos
Executivos de chips descartam freio na IA e veem demanda “quase ilimitada”
Aliado de Trump, senador Lindsey Graham morre aos 71 anos
“Funflation” chega às salas de estar: ficar em casa já não é a opção mais barata de lazer
De “booksmaxxing” a “looksmaxxing”: por que tendências virais preocupam especialistas em saúde mental
Enquanto Neuralink, de Elon Musk, aposta em implantes, chinesa BrainCo aposta que o futuro da tecnologia cerebral será vestível
Publicado 13/07/2026 • 10:06 | Atualizado há 41 minutos
KEY POINTS
ABAL Associação Brasileira do Alumínio
chapas de alumínio
A produção brasileira de alumínio primário cresceu 8,5% em 2025, alcançando 1,18 milhão de toneladas, o maior volume desde 2013. Os dados fazem parte do Anuário Estatístico de 2025 da Associação Brasileira do Alumínio (ABAL), divulgado nesta segunda-feira (13).
Segundo a entidade, o resultado veio em um ano marcado pelo tarifaço do Trump e mudanças nas cadeias globais de suprimento. Ainda assim, a indústria nacional preservou investimentos, produção e empregos.
De acordo com o levantamento, o faturamento do setor atingiu R$ 168 bilhões, alta de 10,6% frente a 2024. Os investimentos brutos somaram R$ 6,8 bilhões, acima dos R$ 6,1 bilhões registrados no ano anterior.
Leia também: Auditoria médica por IA corta até 40% de custos evitáveis em planos corporativos
Além disso, a arrecadação tributária chegou a R$ 34,8 bilhões, conforme a ABAL. O setor manteve cerca de 508 mil empregos diretos e indiretos ao longo do ano.
🔍 Anuário Estatístico: relatório anual publicado pela ABAL com dados consolidados de produção, comércio exterior, consumo e emprego da cadeia produtiva do alumínio no Brasil.
Ainda segundo o documento, o país encerrou 2025 com superávit comercial de US$ 3,3 bilhões na balança do setor. Foi o sétimo resultado positivo consecutivo e o segundo melhor patamar dos últimos 17 anos, conforme a associação.
Leia também: Competitividade do milho brasileiro cai frente a EUA e Argentina; El Niño aumenta risco
Para a presidente executiva da ABAL, Janaina Donas, os fundamentos da cadeia brasileira permanecem sólidos. Em declaração ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, ela afirmou que o desafio está em garantir condições para que os ativos do país gerem valor internamente.
Donas defendeu ainda a convergência entre políticas públicas e uma política comercial capaz de assegurar isonomia entre o produto nacional e o importado.
Por outro lado, o Anuário aponta um movimento de atenção para o setor. O consumo doméstico de produtos transformados somou 1,883 milhão de toneladas, leve queda de 0,5% frente ao ano anterior.
Siga o Times | CNBC no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.
Siga o Times | CNBCEnquanto o consumo de produtos de origem nacional recuou 1,3%, as importações de semimanufaturados e manufaturados subiram 5,9%, segundo a ABAL. Com isso, a participação dos importados no mercado interno passou de 11,2% para 12%.
🔍 Semimanufaturados: produtos de alumínio que passaram por etapas iniciais de processamento industrial, mas ainda não chegaram ao formato final de consumo, como chapas e perfis.
A China respondeu por 26,9% das importações brasileiras do setor em 2025, de acordo com o levantamento. Para a associação, o saldo comercial segue positivo, mas cada vez mais apoiado em matérias primas, enquanto produtos de maior valor agregado perdem espaço para concorrentes externos.
Entre os mercados consumidores, o segmento de eletricidade teve o maior crescimento do ano, de 10,2%, impulsionado pelos leilões de transmissão e distribuição promovidos pela ANEEL, segundo a ABAL.
Já o segmento de embalagens, responsável por um terço do consumo nacional, cresceu 0,7%. Transportes recuou 0,8%, construção civil caiu 3,4%, bens de consumo tiveram queda de 6,6% e máquinas e equipamentos registraram retração de 10,5%, conforme o Anuário.
No caso de transportes, a associação chama atenção para um ponto específico. Apesar da expansão da eletrificação veicular no país, parte relevante dos modelos elétricos vendidos no Brasil é fabricada com baixo conteúdo local, o que limita o efeito positivo dessa transição sobre a indústria nacional de alumínio.

Segundo a ABAL, o Brasil reúne uma combinação de ativos que poucos países possuem simultaneamente. O país é o quarto maior produtor mundial de bauxita, o terceiro maior produtor de alumina e o nono maior produtor de alumínio primário.
A entidade destaca também que o Brasil abastece cerca de 57% de seu consumo com alumínio reciclado, índice mais do que duas vezes acima da média mundial.
Donas afirmou que a transição energética também representa uma disputa por cadeias de valor. Segundo ela, o protagonismo caberá a quem conseguir transformar recursos estratégicos em produtos, tecnologia e inovação, e não apenas produzir ou comercializar essas matérias primas.
A executiva concluiu que o desafio do setor passa por converter movimentos como a transição energética, a eletrificação e o avanço da economia circular em mais investimento, produção e empregos no país.
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings

Maiores Audiências
1
Como uma Copa do Mundo mudou a carreira de Vozinha em poucas semanas?
2
Brasil conclui 45% do maior programa de internet por fibra em rios do mundo
3
Inglaterra anula Haaland e bate a Noruega; Argentina vence Suíça na prorrogação (3-1) e times se enfrentam nas semifinais da Copa
4
CBF exclui CazéTV da disputa pelos direitos da Copa do Brasil até 2030
5
Brasil deve fechar 2026 como 10ª economia mundial, longe da 5ª posição prevista há 15 anos