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Intervenção do Ministério Público gera guerra de cachês no São João da Bahia
Publicado 09/06/2026 • 13:59 | Atualizado há 3 dias
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Publicado 09/06/2026 • 13:59 | Atualizado há 3 dias
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Reprodução/ Instagram
Flavio José e Wesley Safadão
As tradicionais festas de São João na Bahia estão sendo alvo de polêmica. Por mais um ano, artistas tradicionais se queixam da diferença entre os cachês que recebem e os de cantores sertanejos, que ganham valores quase três vezes mais altos.
A polêmica voltou à tona quando o cantor paraibano Flávio José disse, em suas redes sociais, que cancelou 15 shows que faria na Bahia durante o mês. A queixa do cantor foi contra o Ministério Público do estado, que não aprovou o seu cachê, de R$ 350 mil, afirmando que o aumento de 40% no valor de seu show na comparação com 2025 foi abusivo.
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“Este ano a Bahia ficará sem minha presença. Às vésperas da maior festa de manifestação cultural do Nordeste, eu recebo a notícia de que o MP da Bahia resolveu diminuir o meu cachê! Enquanto outros artistas que nada têm a ver com forró ganham rios de dinheiro. É de um desrespeito sem tamanho. Por esse motivo, não irei à Bahia este ano. Lamentável. Deixei de vender minhas datas para estados que realmente me valorizam. Priorizei a Bahia durante toda a minha carreira e hoje recebo essa informação como a ‘gratidão’ que o estado me devolve”, escreveu em um comentário no Instagram.
Para aumentar a transparência nos cachês nas festas juninas deste ano, o Ministério Público da Bahia elaborou um site onde as prefeituras podem declarar o quanto estão pagando de cachê para cada show no período. Até a tarde desta terça-feira, 138 dos 417 municípios baianos já haviam disponibilizado os dados no portal.
O órgão informou que os gastos das prefeituras com os cachês dar conta somente da inflação do período, medida pelo IPCA. A movimentação financeira declarada pelas cidades até agora é de R$ 226.247.098,00.
Cachês milionários omitidos
A reportagem da Times Brasil – Licenciada exclusiva CNBC consultou o Portal Junino na tarde desta terça-feira (9) e observou algumas inconsistências nos dados publicados.
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Duas das maiores estrelas da música brasileira têm shows confirmados em duas cidades baianas, mas não aparecem nas planilhas. Wesley Safadão e Gusttavo Lima têm apresentações confirmadas nas cidades de Irecê e Itabuna, nos dias 22 e 25, respectivamente. Seus nomes, no entanto, não aparecem nas prestações de contas das cidades no site. O cachê de ambos podem superar R$ 1 milhão.
Em nota publicada no site no dia 1º de junho, o MP afirmou que o município de Irecê deveria suspender o pagamento de cachês que subiram acima da inflação, mas não cita o cancelamento do show de Safadão, que está confirmado até o momento.
A reportagem entrou em contato com as duas prefeituras questionando a falta de informações mas não obteve retorno até o fechamento da matéria. O espaço segue aberto.
Resposta do MP-BA
Em resposta aos questionamentos da reportagem, o MP-BA enviou a seguinte nota
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Seguir no GoogleO Ministério Público da Bahia não diminuiu o cachê de Flávio José. A Instituição expediu recomendações a vários municípios, entre eles os que contrataram o artista, recomendando a adequação dos contratos às orientações técnicas emitidas em conjunto com os Tribunais de Contas do Estado e dos Municípios, que estabelecem como parâmetro para análise dos valores contratuais a média dos cachês pagos ao artista em 2025, corrigida pela inflação (IPCA), que foi de 4,39% ano passado.
Nesta avaliação, o MP da Bahia e demais órgãos de controle consideram o aumento percentual do cachê neste ano em relação ao período de 1º de maio a 31 de julho no ano passado. No caso de Flávio José, o aumento foi de 40%. Vale destacar que foi realizada reunião nesta segunda-feira, dia 8, com representante do forrozeiro, com o objetivo de, com base em parâmetro técnico que considera a notoriedade do artista, construir um acordo, mas as propostas não foram aceitas pelo cantor.
O MP da Bahia esclarece que as notas técnicas emitidas junto com os Tribunais de Contas não estabelecem teto máximo, mas um limite de atenção de R$ 700 mil. Nesses casos, são solicitados documentos e informações detalhadas que devem justificar aumentos muito acima do recomendado e que comprovem a saúde financeira do município, como Relatório Resumido da Execução Orçamentária (RREO), Relatório de Gestão Fiscal (RGF), demonstrativo de disponibilidade de caixa e comprovação de regularidade das obrigações essenciais, incluindo pagamento de servidores e débitos previdenciários.
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