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Presidente do BRB diz ao Senado que banco estava “ilhado” e defende acordo homologado pelo STF
Publicado 09/06/2026 • 12:37 | Atualizado há 3 horas
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Publicado 09/06/2026 • 12:37 | Atualizado há 3 horas
KEY POINTS
Carolina Curi/Agência CLDF
O presidente do BRB, Nelson Antônio de Sousa
Durante audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado nesta terça-feira (9), o presidente do BRB (Banco de Brasília), Nelson Antônio de Sousa, afirmou que a instituição enfrentava um cenário de isolamento no mercado financeiro quando a atual gestão assumiu o comando do banco. Ele também defendeu o acordo homologado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) como uma forma de mitigar os impactos do caso Banco Master.
Ao responder questionamentos sobre a necessidade de um aporte de R$ 6,6 bilhões, Sousa explicou que os recursos não seriam destinados diretamente ao BRB, mas ao Governo do Distrito Federal (GDF), controlador da instituição com participação de 53%. Segundo ele, a operação foi estruturada a partir de um empréstimo do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) ao governo distrital.
O executivo afirmou que o valor de R$ 6,6 bilhões foi calculado com base nos limites de endividamento permitidos para estados e o Distrito Federal.
De acordo com ele, embora houvesse espaço dentro do teto de contratação de crédito, o GDF possuía classificação CAPAG C, condição que impediria novas operações de financiamento nos moldes tradicionais.
Sousa relatou que o governo recorreu ao STF por meio de mandado de segurança para questionar um dos critérios que sustentavam a classificação de capacidade de pagamento.
Segundo ele, o indicador relacionado à poupança estava apenas 0,27 ponto percentual acima do limite exigido, o que motivou a busca por uma solução judicial.
O presidente do BRB destacou que o acordo homologado pelo ministro Luiz Fux envolveu diferentes agentes públicos e privados.
Segundo ele, participaram das negociações representantes do Governo Federal, Governo do Distrito Federal, Banco Central, Fundo Garantidor de Créditos, Advocacia-Geral da União (AGU), Procuradoria-Geral da República (PGR) e instituições financeiras.
Um dos pontos enfatizados por Sousa durante o depoimento foi a relação do BRB com o restante do sistema financeiro. Segundo ele, quando assumiu a presidência da instituição, o banco não realizava operações com outras instituições além do Banco Master.
“Sabe quantos bancos operavam com o BRB quando nós chegamos lá? Nenhum fora o Master. Estava ilhado”, afirmou.
De acordo com o executivo, a estratégia adotada desde então incluiu aproximação com grandes bancos do país, como Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil, Bradesco, Santander, Itaú e BTG, além da realização de operações compromissadas e negociações envolvendo carteiras próprias.
Sousa também afirmou que as tratativas não envolveram a carteira de aproximadamente R$ 21 bilhões vinculada ao Banco Master.
Ao defender a solução construída para enfrentar o problema, o presidente do BRB classificou a estrutura financeira adotada como inédita. Segundo ele, trata-se de uma operação em que o FGC concede recursos ao GDF, com garantias fornecidas por grandes bancos e contragarantias baseadas em transferências constitucionais.
“Eu tenho 45 anos no mercado financeiro, mas nunca vi uma engenharia financeira feita dessa natureza e tão republicana”, declarou.
Sousa ressaltou ainda que o acordo homologado prevê que eventuais disputas ou ações relacionadas ao tema sejam encaminhadas diretamente ao STF.
Questionado sobre a continuidade dos programas sociais e a sustentabilidade financeira da instituição, o executivo apresentou projeções do plano de negócios do BRB para o período de 2026 a 2030. Segundo ele, a viabilidade da instituição após a capitalização foi uma das principais preocupações da administração.
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Seguir no GoogleO presidente afirmou que o banco trabalha com a hipótese de um empréstimo de R$ 6,6 bilhões, com 18 meses de carência e juros equivalentes a IPCA mais 4,5% ao ano. Nessa estrutura, a primeira parcela seria paga em 2028, em valor próximo de R$ 95,6 milhões por mês.
De acordo com Sousa, os resultados do BRB ainda devem refletir os impactos das operações relacionadas ao Banco Master em 2025 e 2026. A expectativa da administração, porém, é de recuperação a partir de 2027.
“Em 2027 já passamos a ter uma boa posição de lucro recorrente. Em 2028, quando começarmos a pagar o empréstimo, teremos mais de R$ 1 bilhão de lucro”, afirmou.
O presidente do BRB disse que o objetivo do plano é demonstrar a situação atual da instituição, as medidas adotadas pela administração e a trajetória projetada para os próximos anos.
Nelson Antônio de Souza afirmou ainda que o banco é o maior interessado em divulgar seu balanço referente a 2025. Segundo ele, a divulgação depende da conclusão de algumas etapas, como uma auditoria.
“A divulgação ocorrerá tão logo sejam concluídos os procedimentos de auditoria independente, validação contábil e tramitação regulatória exigidos pelas normas aplicadas. Estejam certos, a quem mais interessa divulgar o balanço é o próprio BRB, tendo em vista a corrida de liquidez, que cada vez se acentua, tendo em vista a não divulgação desse balanço”, declarou.
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