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“Quem aposta contra o Brasil, sai no prejuízo”, diz Alckmin sobre crescimento de R$ 10 bilhões nas exportações para a União Europeia
Publicado 20/07/2026 • 22:04 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 20/07/2026 • 22:04 | Atualizado há 2 meses
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Marcelo Camargo/Agência Brasil
Geraldo Alckmin, vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic)
Dias depois dos Estados Unidos anunciarem uma nova tarifa de 25% sobre produtos brasileiros, o vice-presidente Geraldo Alckmin disse nesta segunda-feira (20) que as exportações do Brasil para a União Europeia cresceram US$ 2 bilhões, o equivalente a cerca de R$ 10 bilhões, em maio e junho.
Os dois meses marcaram o início da aplicação provisória do acordo comercial entre o Mercosul e o bloco europeu. Segundo levantamento da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), as vendas aumentaram 26% em relação ao mesmo período de 2025.
“Quem aposta contra o Brasil sai no prejuízo”, escreveu Alckmin em uma publicação nas redes sociais. Sem mencionar diretamente os Estados Unidos, o vice-presidente afirmou que houve aumento tanto nas exportações do agronegócio, com produtos como manga, café e mel, quanto nas vendas da indústria, incluindo máquinas e motores.
“Essa é uma prova concreta de que, com o diálogo, crescem as oportunidades para aumentar o nosso comércio, beneficiando nossas empresas e nossos trabalhadores”, completou.
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No acumulado do primeiro semestre, as exportações brasileiras à União Europeia somaram US$ 26,9 bilhões, cerca de R$ 137 bilhões. O resultado representa uma alta de US$ 3 bilhões, ou 12,8%, em relação ao mesmo período de 2025.
Desse crescimento, US$ 2 bilhões foram registrados em maio e junho. Isso significa que aproximadamente dois terços do avanço observado no semestre se concentraram nos dois primeiros meses de vigência provisória do acordo.
O desempenho contrasta com o das vendas brasileiras aos Estados Unidos. Entre janeiro e junho, as exportações para o mercado americano recuaram 13%, para US$ 17,4 bilhões, enquanto os embarques à União Europeia avançaram 12,8%.
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Siga o Times | CNBCA pauta de exportações brasileiras ao bloco europeu também ficou mais diversificada no primeiro semestre, com crescimento de produtos agrícolas, industriais, químicos, siderúrgicos e do setor de máquinas.
Entre os itens com maior avanço estão o mel, cujas vendas cresceram 246,7%, as partes de turborreatores, com alta de 141,9%, e o óleo essencial de laranja, com aumento de 110,1%.
Também avançaram as exportações de manga, com alta de 36,5%; extrato de café, com 36%; e partes para motores a diesel, com crescimento de 19,1%.
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Negociado por mais de 25 anos, o acordo comercial começou a ser aplicado provisoriamente em 1º de maio e iniciou a redução ou eliminação de tarifas para diferentes produtos comercializados entre os dois blocos.
Na indústria, a União Europeia se comprometeu a eliminar todas as tarifas em até dez anos, com aproximadamente 80% das linhas tarifárias liberalizadas na entrada em vigor. A abertura beneficia setores como máquinas, produtos químicos, equipamentos médicos, autopeças e metais.
No agronegócio, o bloco europeu deverá liberalizar 77% das linhas tarifárias, que representam mais de 80% do comércio do setor. O acordo prevê melhores condições de acesso para carnes, frutas, café, açúcar, etanol e outros produtos brasileiros.
Alckmin também chamou os exportadores brasileiros a consultar as oportunidades comerciais identificadas pela ApexBrasil. Segundo a agência, 72% das 2.400 empresas acompanhadas passaram a vender para pelo menos um novo mercado desde o início das turbulências no comércio internacional.
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