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Andy Burnham assume como premiê britânico enquanto Trump critica Reino Unido
Publicado 20/07/2026 • 09:35 | Atualizado há 17 horas
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Publicado 20/07/2026 • 09:35 | Atualizado há 17 horas
KEY POINTS
Andy Burnham tornou-se nesta segunda-feira o sétimo primeiro-ministro do Reino Unido em uma década, com investidores e analistas de mercado já questionando sua agenda de políticas públicas.
O rei Charles solicitou formalmente a Burnham que formasse um governo no Palácio de Buckingham mais cedo nesta segunda-feira, antes de sua nomeação oficial como primeiro-ministro.
Burnham deverá fazer em breve seu primeiro discurso como chefe de governo e apresentar sua visão para o país.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, recebeu positivamente o plano de Burnham de acelerar a exploração de petróleo e gás em áreas do Mar do Norte que já possuem licenças.
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Em publicação na Truth Social durante o fim de semana, Trump classificou o petróleo do Mar do Norte como “inestimável”, acrescentando que ele transformará o Reino Unido de um “desastre assolado pela pobreza” em “um dos países mais ricos do mundo”.
Starmer anunciou no mês passado que deixaria o cargo após uma série de mudanças de rumo em políticas públicas, escândalos envolvendo nomeações para cargos e uma derrota expressiva nas eleições locais britânicas gerarem pedidos de renúncia dentro de seu próprio partido. Starmer renunciou oficialmente nesta segunda-feira.
Burnham não teve adversários na disputa pela liderança do Partido Trabalhista, atualmente no governo.
Ele retornou ao Parlamento há apenas algumas semanas, após vencer uma eleição suplementar em Makerfield, distrito eleitoral localizado no norte da Inglaterra. Apenas parlamentares em exercício podem concorrer à liderança do Partido Trabalhista.
Antes de retornar a Westminster, Burnham, apelidado de “Rei do Norte” do Partido Trabalhista, atuou como prefeito da Grande Manchester, uma das maiores regiões metropolitanas do Reino Unido. Antes de seu mandato de quase uma década como prefeito, foi deputado trabalhista e ocupou cargos ministeriais nos governos dos primeiros-ministros Tony Blair e Gordon Brown.
“Estou pronto”, disse Burnham a apoiadores na sexta-feira, ao tornar-se oficialmente líder do Partido Trabalhista.
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A perspectiva de Burnham, considerado mais à esquerda do que Starmer, substituir o então primeiro-ministro provocou nervosismo nos mercados de títulos públicos no início deste ano. Investidores em títulos do governo britânico, conhecidos como gilts, pareciam apoiar amplamente a permanência de Starmer e de sua ministra das Finanças, Rachel Reeves, em seus cargos, devido ao compromisso de ambos com a contenção do endividamento e dos gastos públicos.
Em seu discurso de sexta-feira, Burnham prometeu resolver as “grandes questões”, como a política de assistência social, e criticou as mudanças ocorridas na Grã-Bretanha nas últimas décadas após o momento em que “o poder político foi centralizado e o poder econômico foi privatizado”.
Mike Bell, chefe de estratégia de mercado da RBC BlueBay Asset Management, afirmou à CNBC no programa Squawk Box Europe nesta segunda-feira que os mercados ficarão “aliviados” com a escolha iminente da ministra do Interior, Shabana Mahmood, para o cargo de chanceler do Tesouro, em vez de Ed Miliband, considerado mais à esquerda.
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“Mas, assim que deixarmos de olhar para as pessoas e passarmos a olhar para a política, os mercados vão examiná-los com uma lupa”, acrescentou.
Andrew Wishart, economista-chefe para o Reino Unido do Berenberg, disse à CNBC no programa Europe Early Edition na sexta-feira que o mercado agora parecia “bastante tranquilo em relação à agenda de Burnham”.
“Mas existe alguma preocupação de que, em última instância, se o que foi proposto até agora não for suficiente, eles sigam o caminho de um aumento dos gastos do governo, o que acredito que deixaria o mercado apreensivo e certamente não seria o melhor cenário para as perspectivas econômicas do Reino Unido”, afirmou.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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