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Irã dá sinais de recuo nas negociações sobre o Estreito de Ormuz, diz ex-diretor da CIA
Publicado 25/05/2026 • 18:23 | Atualizado há 1 hora
Irã dá sinais de recuo nas negociações sobre o Estreito de Ormuz, diz ex-diretor da CIA
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Publicado 25/05/2026 • 18:23 | Atualizado há 1 hora
Foto: Unsplash
Estreito de Ormuz
O Irã parece estar em processo de “ceder” em relação ao Estreito de Ormuz, segundo o ex-diretor da CIA David Petraeus.
Em entrevista à CNBC com Lisa Kim, durante a UBS Asian Investment Conference, Petraeus, presidente do KKR Global Institute, afirmou que um acordo de paz inicial bem-sucedido com Teerã levaria à reabertura do estreito sem quaisquer condições.
Segundo ele, o Irã também não poderia controlar o tráfego, cobrar taxas de passagem nem fazer ameaças de fechamento futuro. “E parece que isso pode estar em vias de acontecer”, acrescentou.
Isso ocorre após o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmar no fim de semana que as negociações para encerrar a guerra com o Irã e reabrir o Estreito de Ormuz estão em andamento, mas pediu que sua equipe de negociação não se apresse em fechar um acordo.

As negociações de paz enfrentam um obstáculo importante na insistência de Teerã em manter um estoque de urânio enriquecido dentro do país e em cobrar taxas pela passagem pelo estreito.
Petraeus, general aposentado do Exército dos EUA que comandou operações de combate no Iraque e no Afeganistão, afirmou que, se o Irã for autorizado a ter algum controle sobre essa via marítima estratégica, o país pode ser “estrategicamente fortalecido”, apesar de estar militarmente enfraquecido por ataques dos EUA e de Israel.
“Sua marinha inteira está amplamente destruída, exceto por pequenas embarcações rápidas; sua capacidade de mísseis foi substancialmente reduzida, assim como quartéis-generais e instalações militares; não há força aérea, e assim por diante”, disse ele.
Ainda assim, o Irã poderia ameaçar fechar o estreito ao miná-lo ou usar drones, mísseis e barcos rápidos para atingir navios comerciais, além de impedir que a passagem retorne ao estado anterior à guerra.
Embora o estreito seja uma parte importante do acordo na região, Petraeus afirmou que outras questões também precisam ser resolvidas, incluindo o programa nuclear de Teerã e seu financiamento a grupos por procuração, como o Hezbollah.
“Esses pontos deveriam ser abordados, mas não está nada claro para mim que isso vá acontecer no futuro próximo”, disse ele.
Na segunda-feira, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, teria dito em Nova Déli que um acordo poderia acontecer ainda hoje, segundo a France 24.
Um relatório da Reuters também informou que Rubio disse a jornalistas que os EUA “darão à diplomacia todas as chances de sucesso” antes de considerar “alternativas”.
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