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Treze ex-ministros do STF pedem apuração urgente sobre crise na Corte
Publicado 08/09/2026 • 08:02 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 08/09/2026 • 08:02 | Atualizado há 2 meses
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Foto: Antonio Augusto/STF
STF
Treze ministros aposentados do Supremo Tribunal Federal enviaram nesta segunda-feira (7) uma carta ao presidente da Corte, Edson Fachin, cobrando apuração urgente dos episódios que atingem o tribunal. O documento pede a convocação de uma sessão pública do plenário para que os fatos sejam investigados sob o devido processo legal.
Os signatários classificam o momento vivido pelo STF como o mais agudo de sua história. A relação de ex-ministros inclui nomes como Celso de Mello, Nelson Jobim, Ellen Gracie, Cezar Peluso, Joaquim Barbosa, Eros Grau e Rosa Weber, entre outros.
Na carta, os aposentados afirmam ter plena confiança na condução de Fachin à frente do Supremo e dizem esperar que ele designe, com urgência, uma sessão pública para que o plenário determine a apuração dos fatos que colocam em risco o prestígio do tribunal.
Segundo o texto, os episódios divulgados nas últimas semanas comprometem a confiança da população nas instituições e ameaçam a estabilidade democrática. Ainda assim, o documento evita citar nominalmente qualquer ministro em atividade.
A tensão no STF cresceu depois que o ministro André Mendonça determinou, em 1º de setembro, a retirada do sigilo de um relatório da Polícia Federal produzido a partir da análise do celular de Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master.
O material trouxe à tona trocas de mensagens entre Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes, incluindo manifestações de gratidão do banqueiro ao magistrado dias antes de sua prisão, em novembro de 2025.
Diante da divulgação, Moraes pediu a Fachin a abertura de investigação contra Mendonça, alegando abuso de autoridade, improbidade administrativa e crime de responsabilidade. A troca de acusações entre os dois ministros aprofundou a crise interna na Corte.
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Siga o Times | CNBCDiante do impasse, Fachin estabeleceu um prazo de cinco dias para que Moraes e Mendonça se manifestem sobre os fatos. O presidente do STF também cancelou uma reunião que estava marcada com o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, Beto Simonetti, prevista para quarta-feira (9).
A entidade já havia defendido publicamente uma apuração rigorosa e isenta sobre o caso, em meio à repercussão gerada pelas trocas de mensagens entre Moraes e Vorcaro.
A expectativa entre os signatários da carta é de que a convocação da sessão pública ocorra em breve, permitindo que o plenário do STF decida sobre os próximos passos da apuração. O documento não sugere afastamentos nem antecipa punições, mas reforça a urgência do tema para a credibilidade da Corte.
A crise segue sem desfecho definido, e os desdobramentos das próximas semanas devem depender das respostas de Moraes e Mendonça ao prazo estabelecido por Fachin.
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