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Relator da CPI do Crime Organizado diz ter assinaturas para prorrogar trabalhos por mais 60 dias
Publicado 06/04/2026 • 08:36 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 06/04/2026 • 08:36 | Atualizado há 2 meses
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Divulgação
O senador Alessandro Vieira (MDB-SE)
O relator da CPI do Crime Organizado, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), afirmou na noite de domingo (5) ter reunido as assinaturas necessárias para prorrogar os trabalhos da comissão por mais 60 dias. A informação foi confirmada pela reportagem do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC.
O prazo inicial se encerra em 14 de abril. A palavra final sobre a continuidade dos trabalhos caberá ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).
“Conseguimos as assinaturas necessárias para a sua prorrogação, pois ainda temos depoimentos importantes para fazer e muita documentação para analisar. O Brasil só será uma República democrática de verdade quando a mesma lei valer para todos”, escreveu Vieira nas redes sociais.
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Enquanto aguarda a deliberação de Alcolumbre, a CPI mantém o calendário de atividades. Ao menos quatro oitivas estão previstas para esta semana.
Na terça-feira (7), a comissão tentará ouvir o ex-governador do Distrito Federal Ibaneis Rocha. Convocado pelo colegiado, Ibaneis obteve habeas corpus assinado pelo ministro André Mendonça, do STF, e não deve comparecer. A reunião, porém, segue mantida. A intenção dos parlamentares é questioná-lo sobre seu papel nas decisões do BRB (Banco de Brasília) em relação às operações com o Master investigadas pela Polícia Federal.
Também na terça, a comissão deve ouvir o secretário nacional de Políticas Penais, André de Albuquerque Garcia, sobre o domínio territorial de facções dentro de unidades prisionais do país.
Na quarta-feira (8), a CPI recebe Roberto Campos Neto e Gabriel Galípolo, ex-presidente e atual presidente do Banco Central, respectivamente.
Campos Neto foi convocado novamente na última reunião de terça-feira (31). Antes disso, havia conseguido habeas corpus no Supremo para não comparecer. Galípolo deve ser ouvido na condição de convidado.
Instalada em novembro, a CPI tem encontrado obstáculos em decisões judiciais que limitaram o avanço das apurações sobre o Master. A suspensão da quebra de sigilo da Maridt, empresa que tem entre os sócios o ministro Dias Toffoli, é um dos pontos de atrito.
O ministro Gilmar Mendes suspendeu a quebra de sigilo. A comissão recorreu, mas o presidente do STF, Edson Fachin, negou o pedido e manteve a suspensão. A cúpula da CPI informou que adotará as medidas recursais cabíveis e tem direcionado críticas públicas à atuação de parte dos integrantes da Corte.

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