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Anvisa mantém proibição de 24 produtos da Ypê
Publicado 15/05/2026 • 10:57 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 15/05/2026 • 10:57 | Atualizado há 2 meses
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Divulgação
A Anvisa decidiu nesta sexta-feira (15) manter a proibição de 24 produtos da marca Ypê, entre detergentes lava-louças, sabões líquidos para roupas e desinfetantes. A decisão foi tomada pela Diretoria Colegiada da agência e mantém a suspensão da fabricação dos lotes questionados.
Com o resultado, caiu o efeito suspensivo que a Química Amparo, fabricante dos produtos, havia obtido após apresentar recurso administrativo na sexta-feira (8). A empresa tinha conseguido, temporariamente, suspender os efeitos da proibição inicial da Anvisa.
Leia também: Unilever denunciou contaminação em produtos Ypê antes de suspensão da Anvisa
A agência confirmou a identificação de bactéria em lotes de produtos da marca. Foram apontadas 76 irregularidades na vistoria realizada na última semana de abril. O histórico da empresa pesou na decisão: em novembro do ano passado, a Ypê já tinha identificado bactérias na própria produção, o que levou a Anvisa a determinar o recolhimento de produtos das marcas Ypê e Tixan usados para lavagem de roupas. Em ambos os casos, a agência apontou risco de contaminação biológica.
O diretor-presidente da Anvisa, Leandro Safalte, destacou em seu voto que as medidas adotadas pela empresa foram insuficientes para atender às exigências da agência e que o histórico da companhia foi considerado agravante.
Leia também: Suspensão da Ypê atinge empresa no auge e muda disputa por mercado bilionário
Na defesa, o representante da empresa, Omar José Amazonas, argumentou que, desde a proibição, a Ypê vem realizando reuniões técnicas com a Anvisa para mitigação do risco sanitário identificado. O presidente da companhia, Waldir Beira Júnior, e o vice-presidente de operações, Jorge Eduardo Beira, haviam se reunido na terça-feira com a diretoria da agência para apresentar as ações planejadas.
Segundo a Anvisa, as equipes da fábrica de Amparo (SP) intensificaram o trabalho para atender a 251 ações corretivas, com o objetivo de cumprir as exigências da vigilância sanitária. A empresa informou ainda ter plano de investimento de R$ 130 milhões para adequar o parque fabril.
A Anvisa informou que a suspensão tem natureza preventiva e não punitiva. A empresa poderá se adequar às exigências na medida em que for adotando as medidas corretivas. A agência não definiu data, mas disse que a proibição à produção, comercialização e consumo dos 24 produtos será reavaliada após análise das medidas implementadas pela Ypê.
A Diretoria Colegiada também acatou pedido da empresa para que seja apresentado um plano amplo de recolhimento dos produtos junto aos consumidores, reconhecendo que a operação de retirada de milhares de itens do mercado demanda estruturação maior.
Quem tiver em casa lotes dos produtos especificados deve suspender imediatamente o uso, segundo orientação da Anvisa. O consumidor deve entrar em contato com o Serviço de Atendimento ao Consumidor da empresa para informações sobre o procedimento de devolução. O número do lote está gravado na embalagem, em posição que varia conforme o produto: pode estar abaixo ou acima do rótulo, na base ou próximo ao gargalo.
As vigilâncias sanitárias estaduais e municipais foram orientadas a intensificar o monitoramento do mercado e adotar medidas para evitar a circulação dos lotes envolvidos, em articulação com o Sistema Nacional de Vigilância Sanitária.
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Siga o Times | CNBCA agência informou ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC que as medidas foram adotadas após inspeção realizada na última semana de abril, feita em conjunto com a Vigilância Sanitária estadual de São Paulo e a Vigilância Sanitária de Amparo. Os fundamentos da decisão foram publicados pela agência em 7 de maio.
Sobre o efeito suspensivo obtido pela Ypê na Justiça, a Anvisa esclareceu que a resolução está com efeitos suspensos por imposição legal, que prevê a suspensão automática pelo simples ato de uma empresa ingressar com recurso, independentemente do mérito. A situação de risco sanitário, segundo a agência, não mudou.
A Anvisa mantém a recomendação de não utilizar os produtos listados na RE 1.834/2026 e orienta os consumidores a buscar o Serviço de Atendimento ao Consumidor da empresa para informações sobre recolhimento. Sobre a retomada da fabricação, a agência afirmou não ser possível antecipar conclusões, já que isso depende do saneamento das irregularidades que levaram à interrupção.
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