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Lula fala em reciprocidade após EUA expulsar delegado da PF envolvido no caso Ramagem
Publicado 21/04/2026 • 07:21 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 21/04/2026 • 07:21 | Atualizado há 2 meses
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Reprodução Times Brasil | CNBC
Lula fala em reciprocidade com policiais americanos no Brasil se confirmar abuso contra o delegado da PF.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reagiu nesta segunda-feira (21) à expulsão do delegado Marcelo Ivo de Carvalho, oficial de ligação da Polícia Federal na Flórida, determinada pelo governo dos Estados Unidos. Em entrevista à imprensa brasileira durante a Hannover Messe 2026, na Alemanha, Lula disse que soube do caso pela manhã e deixou um recado direto a Washington.
“Se houve um abuso americano com relação ao nosso policial, nós vamos fazer reciprocidade com o dele no Brasil. Não tem conversa”, afirmou o presidente.
Lula rejeitou qualquer interferência estrangeira sobre agentes brasileiros. “Nós não podemos aceitar essa ingerência e esse abuso de autoridade que algumas personagens americanas querem ter com relação ao Brasil.”
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O Departamento de Estado americano pediu a saída do delegado após sua participação na prisão de Alexandre Ramagem, ex-chefe da Agência Brasileira de Inteligência durante o governo Jair Bolsonaro. Ramagem foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal a 16 anos de prisão por crimes contra a ordem democrática, incluindo tentativa de golpe de Estado, e é tratado como foragido pelas autoridades brasileiras desde que deixou o país pela fronteira com a Guiana.
Em nota publicada no X, o Escritório de Assuntos do Hemisfério Ocidental, vinculado ao Departamento de Estado, classificou a atuação do delegado como tentativa de “manipular” o sistema de imigração americano e pediu que “o funcionário brasileiro relevante deixe nossa nação”.
Na mesma entrevista, Lula foi questionado sobre a suspensão das negociações entre Irã e Estados Unidos e a escalada das tensões na região. O presidente chamou o conflito de “guerra da insensatez” e lembrou um episódio diplomático de 2010.
“Aquilo que os americanos querem que o Irã faça com o urânio, o Brasil e a Turquia fizeram um acordo com o Irã em 2010 que os Estados Unidos não aceitou e nem a União Europeia”, disse Lula. “Não quiseram aceitar o acordo, agora estão outra vez discutindo a mesma coisa que teria sido resolvida em 2010.”
Para o presidente, o preço da guerra recai sobre a população mais vulnerável. “Quem vai pagar o preço por isso é a pessoa que vai comprar carne, que vai comprar feijão, que vai comprar arroz, é o caminhoneiro que trabalha que vai pagar mais caro o combustível.”
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