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Mitsubishi Motors reduz lucro em 46% após tarifas dos EUA e queda nas vendas globais
Publicado 08/05/2026 • 17:14 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 08/05/2026 • 17:14 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
A Mitsubishi Motors informou nesta sexta-feira (8) que encerrou o exercício fiscal terminado em março de 2026 com queda expressiva nos lucros, pressionada por tarifas americanas, aumento de incentivos comerciais, custos de vendas e recuo nas vendas globais de veículos.
Segundo o balanço financeiro divulgado pela montadora japonesa, a receita líquida subiu de 2,78 trilhões de ienes (R$ 86,8 bilhões) para 2,89 trilhões de ienes (R$ 90,1 bilhões), avanço de 4% na comparação anual. Apesar do crescimento da receita, o lucro operacional caiu de 138,8 bilhões de ienes (R$ 4,3 bilhões) para 75,5 bilhões de ienes (R$ 2,3 bilhões), retração de 46%.
O lucro líquido da companhia despencou de 41 bilhões de ienes (R$ 1,3 bilhão) para 10 bilhões de ienes (R$ 310 milhões) no período, queda de 76% na comparação com o exercício anterior.
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A montadora atribuiu parte relevante da deterioração dos resultados aos custos ligados às tarifas dos Estados Unidos, ao aumento dos incentivos comerciais e às despesas com vendas e publicidade.
O relatório mostra que os pagamentos relacionados às tarifas americanas tiveram impacto negativo de 47,4 bilhões de ienes (R$ 1,5 bilhão) sobre o lucro operacional no exercício fiscal.
A Mitsubishi também destacou efeitos negativos relacionados à inflação, aumento de custos logísticos, pesquisa e desenvolvimento, além da valorização de moedas como o baht tailandês frente ao iene.
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Segundo a companhia, o crescimento das despesas com incentivos comerciais reduziu significativamente a rentabilidade da operação, especialmente em mercados estratégicos.
A margem operacional da empresa caiu de 5% para 2,6% no exercício encerrado em março de 2026.
As vendas globais no varejo caíram de 842 mil para 797 mil veículos, retração de 5% na comparação anual.
O maior recuo ocorreu na América do Norte, onde as vendas caíram 11%, passando de 186 mil para 165 mil unidades. Na Oceania, o volume vendido recuou 17%, de 86 mil para 71 mil veículos.
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A região da Asean (sigla em inglês para Associação das Nações do Sudeste Asiático), principal mercado da montadora, registrou queda mais moderada, de 2%, passando de 250 mil para 245 mil veículos vendidos.
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Siga o Times | CNBCEntre os modelos, o destaque positivo ficou para o XFORCE/HEV, cujas vendas cresceram de 33 mil para 49 mil unidades, alta de 16 mil veículos. O novo SUV Destinator somou 24 mil unidades vendidas em seu primeiro ano completo de comercialização.
Já o modelo Mirage/Space Star/Mirage G4/Attrage teve uma das maiores quedas da companhia, com recuo de 106 mil para 42 mil veículos vendidos.
A Mitsubishi destacou no balanço que pretende ampliar sua dependência dos chamados “modelos estratégicos Asean”, como Xpander, XForce e Destinator, para sustentar o crescimento nos próximos anos.
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Segundo a companhia, os veículos da estratégia ASEAN devem responder por 221 mil unidades no exercício fiscal de 2027, contra 174 mil unidades no exercício recém-encerrado.
A empresa também informou que o modelo Destinator teve início considerado positivo em mercados como Indonésia, Vietnã e Filipinas, com previsão de expansão futura para América Latina, Oriente Médio e África.
No Sudeste Asiático, a Mitsubishi afirmou ainda que pretende ampliar a oferta de veículos híbridos HEV e lançar um novo SUV “cross-country” durante o próximo exercício fiscal.
Para o exercício fiscal terminado em março de 2027, a Mitsubishi projeta recuperação dos resultados financeiros. A empresa prevê receita líquida de 3,26 trilhões de ienes (R$ 101,5 bilhões) e lucro operacional de 90 bilhões de ienes (R$ 2,8 bilhões).
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A projeção considera crescimento de 13% na receita e alta de 19% no lucro operacional em relação ao exercício recém-encerrado.
A montadora também prevê recuperação das vendas globais para 857 mil veículos, avanço de 8% sobre o volume atual.
Apesar do cenário mais positivo, a companhia afirmou que as projeções já consideram riscos geopolíticos no Oriente Médio e possíveis impactos adicionais sobre custos e cadeias globais de suprimentos.
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