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Na Agrishow, Alckmin exalta entregas do governo federal e promete empenho pelo Plano Safra
Publicado 27/04/2025 • 14:59 | Atualizado há 1 ano
Publicado 27/04/2025 • 14:59 | Atualizado há 1 ano
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Marcelo Camargo/Agência Brasil
Geraldo Alckmin.
Rodeado por possíveis candidatos de oposição na eleição de 2026, como os governadores Ronaldo Caiado (União Brasil), de Goiás, e Romeu Zema (Novo), de Minas Gerais, o vice-presidente e ministro Geraldo Alckmin usou a cerimônia de abertura da Agrishow, em Ribeirão Preto (SP), para listar entregas realizadas pelo governo federal e, especificamente, pela sua pasta, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio e Serviços (MDIC).
“Quando o agro vai bem, ajuda a indústria. Quando a indústria vai bem, ajuda o agro. Eles são irmãos”, disse.
Ao abordar o crédito para o setor agropecuário, Alckmin afirmou que levará pessoalmente a demanda por um Plano Safra robusto, adequado ao desempenho da agricultura brasileira.
“Eu sei da preocupação com o Plano Safra. Vamos nos empenhar”, disse. Ele reforçou que o novo plano está em construção e deve refletir a expectativa de colheita recorde em 2025. “Vou, sim, levar o pleito do Plano Safra, condizente com o tamanho recorde que vai ser a safra agrícola deste ano no Brasil.”
Alckmin afirmou que o Brasil vive uma nova fase de apoio à reindustrialização, com foco em inovação, sustentabilidade e exportações. Ele destacou as missões do programa Nova Indústria Brasil, com prioridade para a agroindústria.
“É onde o Brasil tem um potencial enorme de poder crescer, gerando mais valor e emprego”, afirmou.
Um dos pilares da nova política é a ampliação do acesso ao crédito com taxas mais baixas. Segundo Alckmin, serão R$ 80 bilhões em financiamentos via BNDES, Finep e Embrapii, com juros baseados na Taxa Referencial (TR).
“São 4% ao ano, são juros negativos para a indústria”, disse. A intenção, segundo ele, é estimular investimentos em inovação e renovação de maquinário industrial, com medidas como a depreciação acelerada de bens de capital.
Alckmin também ressaltou o esforço para tornar o Brasil mais competitivo internacionalmente. “Precisamos ganhar mercado. O Brasil tem 2% do PIB do mundo. Então, 98% do mercado está lá fora”, disse. Entre os destaques, mencionou o acordo entre o Mercosul e a União Europeia, que, segundo ele, “vai abrir uma enorme possibilidade de mercado”, e a criação de um portal único de exportações, que deve reduzir R$ 40 bilhões por ano em custos logísticos.
A política industrial também tem foco em sustentabilidade. Alckmin defendeu o fortalecimento dos biocombustíveis por meio do programa Combustível do Futuro, que inclui aumento da mistura de etanol na gasolina e estímulo ao biodiesel e ao aproveitamento do metano.
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Seguir no Google“É para estimular uma energia limpa e renovável”, disse. Ele também lembrou da redução do ICMS sobre o etanol em São Paulo: “Mantivemos a gasolina em 25% e reduzimos o etanol para 12%, menos da metade”.
Durante o discurso, Alckmin ainda citou a criação da Letra de Crédito do Desenvolvimento (LCD), voltada ao financiamento industrial. “É mais barato porque quem compra o título tem isenção de imposto. Essa redução é para o tomador do dinheiro, que vai ter crédito mais barato.”
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