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Nelson Wilians transferiu R$ 6,6 milhões a herdeiro da Casas Bahia
Publicado 20/09/2026 • 17:30 | Atualizado há 43 minutos
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Publicado 20/09/2026 • 17:30 | Atualizado há 43 minutos
KEY POINTS
Foto: Divulgação
O advogado Nelson Wilians transferiu R$ 6,6 milhões para a Icon Properties, empresa de Michael Klein, filho do fundador da Casas Bahia. Os pagamentos foram feitos em 15 operações entre setembro de 2024 e setembro de 2025, a partir de uma conta do escritório NWADV.
As movimentações aparecem em dados do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) incorporados a uma investigação do Ministério Público de São Paulo. As informações foram reveladas pelo UOL neste sábado (19).
Wilians e empresas ligadas à família Klein aparecem em apurações distintas do Ministério Público relacionadas a suspeitas de fraudes envolvendo créditos de ICMS em São Paulo.
No caso de Wilians, os repasses à Icon Properties constam do material usado na Operação Distrato, investigação que apura um esquema de créditos fiscais supostamente forjados e prejuízo estimado em R$ 3,8 bilhões aos cofres estaduais.
O advogado foi alvo da operação em julho.
Leia também: Nelson Wilians movimentou mais de R$ 90 mi junto a operador de desvios do INSS
A relação empresarial entre os dois antecede as transferências identificadas pelo Coaf. Registros da Junta Comercial do Estado de São Paulo mostram que Wilians e Michael Klein foram sócios até 2023 na holding TMA.
A Icon Properties, que recebeu os R$ 6,6 milhões, pertence a Klein.
O empresário segue como acionista do Grupo Casas Bahia, mas deixou o controle da companhia em 2020.
Wilians afirma que as transações identificadas pelas autoridades não tiveram relação com os fatos investigados e que a documentação sobre os valores foi entregue aos órgãos responsáveis.
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Siga o Times | CNBC“As transferências mencionadas são absolutamente lícitas e decorrem de relações profissionais e de negócios privados”, afirmou sua defesa.
O advogado ressaltou ainda que relatórios de inteligência financeira registram movimentações para análise, mas não representam, isoladamente, comprovação de irregularidade.
Ao todo, 152 comunicações envolvendo Wilians chegaram ao Coaf, segundo o material analisado pelo Ministério Público.
Os investigadores apontam, entre outros aspectos, movimentações sucessivas entre contas e instituições financeiras relacionadas ao próprio escritório e circulação de recursos entre pessoas físicas e jurídicas ligadas às apurações.
Leia também: Quem é Nelson Wilians, advogado influencer alvo da Operação Distrato?
Separadamente, o Grupo Casas Bahia foi citado pelo Ministério Público em outra frente de investigação sobre créditos de ICMS.
A suspeita investigada é de pagamento de propina para facilitar a liberação de créditos fiscais. A apuração envolve outras varejistas e servidores da Secretaria da Fazenda de São Paulo.
A Casas Bahia informou que criou, em março, um comitê independente para investigar os fatos e afirmou que continua à disposição das autoridades.
A companhia também declarou repudiar atos ilícitos, práticas antiéticas ou condutas contrárias à legislação.
Michael Klein não se manifestou sobre as transferências.
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