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‘O governo está fazendo um esforço de curto prazo, mas o problema fiscal é estrutural’, diz economista
Publicado 22/05/2025 • 21:38 | Atualizado há 1 ano
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Publicado 22/05/2025 • 21:38 | Atualizado há 1 ano
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O economista-chefe da MB Associados, Sergio Valle, analisou as novas medidas fiscais anunciadas pelo governo nesta quinta-feira (22), destacando o impacto do aumento do IOF e as ações de contingenciamento de gastos. Segundo Valle, o governo adotou uma estratégia de antecipar cortes orçamentários, com bloqueio de R$ 31,3 bilhões, para sinalizar ao Banco Central seu compromisso com o controle fiscal.
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Em entrevista, Valle explicou que o governo fez um esforço significativo para fechar o déficit fiscal de curto prazo. “A antecipação de cortes e o aumento do IOF têm como objetivo sinalizar ao Banco Central que o governo está cumprindo sua parte no ajuste fiscal. Essa medida pode ajudar o Banco Central a não precisar aumentar ainda mais a taxa de juros e até a pensar em uma redução da Selic no final do ano”, afirmou o economista.
Contudo, o economista ressaltou que, apesar das medidas adotadas, o déficit fiscal continua elevado e o cenário exige mais ações para lidar com a situação fiscal no longo prazo. “O governo está fazendo um esforço para tapar um buraco de curto prazo, mas o problema estrutural ainda persiste. O déficit pode ultrapassar R$ 70 bilhões, o que exige um ajuste fiscal mais forte nos próximos anos”, disse.
O aumento do IOF, que afetará o crédito para empresas, planos de previdência privada e operações cambiais, é uma das principais medidas para arrecadar R$ 20,5 bilhões adicionais neste ano e R$ 41 bilhões em 2026. Para Valle, o aumento do imposto é uma medida necessária, mas ele alertou que isso pode ter um impacto negativo na economia, aumentando ainda mais o custo do crédito.
Valle também comentou sobre as perspectivas de crescimento do país e o impacto das medidas no futuro. Segundo ele, o governo não conseguiu realizar um ajuste fiscal mais significativo nos últimos anos, o que contribuiu para o cenário atual. “É fundamental que o governo faça um ajuste fiscal mais robusto em 2027 para evitar que a situação se agrave ainda mais”, concluiu.
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