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Por Nathalia Gimenes
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Publicado 18/06/2026 • 10:30 | Atualizado há 2 horas
KEY POINTS
Foto: Polícia Federal / Divulgação
O que está por trás da nova fase do caso que envolve o Banco Master?
A Polícia Federal cumpriu nesta quinta-feira (18) mandados de busca e apreensão em três unidades da federação durante a 9ª fase da Operação Compliance Zero, ligada ao Banco Master.
A ação ocorreu na Bahia, em São Paulo e no Distrito Federal e tem como principal alvo o senador e ex-governador da Bahia, Jaques Wagner (PT).
A investigação busca esclarecer a possível participação de agentes públicos em um esquema de irregularidades ligado ao sistema financeiro nacional, que já levou a operações anteriores envolvendo o Banco Master.
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A nova etapa da investigação representa um avanço nas apurações sobre supostos favorecimentos e movimentações financeiras consideradas suspeitas. Segundo a Polícia Federal, há indícios da prática de corrupção ativa, corrupção passiva e lavagem de dinheiro.
As ordens judiciais foram autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal e resultaram no cumprimento de 18 mandados de busca e apreensão.
Além disso, foram determinadas medidas cautelares contra os investigados, incluindo uso de tornozeleira eletrônica, retenção de passaportes e restrições de contato entre os envolvidos.
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Além de Jaques Wagner, a operação também teve como alvo o empresário Augusto Lima, ex-sócio do banqueiro Daniel Vorcaro.
O caso ganhou dimensão nacional a partir das fases anteriores da Operação Compliance Zero, que passaram a examinar a relação entre recursos públicos e investimentos realizados em produtos financeiros ligados ao Banco Master.
Os investigadores procuram entender se decisões envolvendo grandes aplicações de dinheiro público foram influenciadas por interesses privados ou por possíveis vantagens indevidas.
O foco está na análise de contratos, movimentações financeiras e na atuação de agentes com poder de decisão dentro da administração pública.
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A Polícia Federal não divulgou detalhes sobre a participação específica de cada investigado, mas afirma que a atual fase busca aprofundar conexões identificadas durante as etapas anteriores da operação.
A 8ª fase da Compliance Zero, realizada no fim de maio, teve como principal alvo o ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro. Na ocasião, a investigação concentrou-se nos aportes realizados pela Rioprevidência em fundos ligados ao Banco Master.
As apurações identificaram aplicações de R$ 2,01 bilhões iniciadas em julho de 2024. O volume total de recursos transferidos pela fundação para fundos relacionados ao banco chegou a cerca de R$ 3 bilhões.
A Rioprevidência administra os recursos destinados ao pagamento de aposentadorias e pensões de aproximadamente 235 mil beneficiários do estado do Rio de Janeiro.
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Por essa razão, a movimentação de valores tão elevados passou a receber atenção especial dos órgãos de controle e dos investigadores.
Com a nova fase, a Polícia Federal tenta avançar na identificação de eventuais beneficiários do esquema investigado e esclarecer se houve interferência de agentes públicos em operações financeiras envolvendo recursos de interesse estatal.
Os investigadores também procuram mapear a origem e o destino de valores considerados suspeitos, além de verificar se houve uso de estruturas empresariais para ocultação de patrimônio ou lavagem de dinheiro.
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A operação mostra que as autoridades seguem ampliando o alcance das investigações iniciadas em torno do Banco Master e de operações financeiras que movimentaram bilhões de reais, envolvendo tanto agentes políticos quanto empresários ligados ao mercado financeiro.
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