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Obama volta a defender acordo nuclear firmado em 2015 e critica postura atual de Washington

Publicado 14/06/2026 • 15:10 | Atualizado há 2 horas

KEY POINTS

  • O ex-presidente democrata Obama defendeu a eficácia do acordo original e atribuiu seu enfraquecimento à decisão de Donald Trump de retirar os Estados Unidos do entendimento em 2018.
  • Ele argumentou que soluções diplomáticas, mesmo imperfeitas, são preferíveis ao uso da força militar e ao risco de uma guerra aberta.
  • Enquanto Trump afirma que um novo acordo com o Irã pode ser assinado em breve, Teerã diz que, por ora, não vê sentido em iniciar negociações de paz com Washington.

Kiara Worth via Fotos Públicas

Barack Obama, ex-presidente dos Estados Unidos

O ex-presidente americano Barack Obama mostrou ceticismo sobre a possibilidade de um acordo entre Estados Unidos e Irã representar uma “melhora significativa” em relação ao pacto sobre o programa nuclear iraniano que ele mesmo negociara em 2015, segundo declarações divulgadas neste domingo (14).

O presidente Donald Trump negocia com Teerã um possível acordo para pôr fim ao conflito desencadeado por ataques americanos e israelenses contra a República Islâmica no fim de fevereiro. Em pauta estão o programa nuclear iraniano, o levantamento de sanções e a segurança no Estreito de Ormuz, estratégico para o transporte mundial de petróleo.

As negociações apontam para um novo entendimento com Teerã após Trump abandonar o acordo nuclear de 2015 por considerá-lo insuficiente.

O pacto de 2015 “funcionou durante um longo período” antes de “os Estados Unidos se retirarem”, prosseguiu, em referência à saída decidida por Trump em 2018, durante seu primeiro mandato.

Neste trecho da entrevista, Obama também sugeriu que é melhor negociar um acordo que não atenda a todas as exigências de Washington do que correr o risco de uma guerra aberta.

“Isso nos lembra que, diante de muitos problemas complexos de política externa, a ideia de que podemos simplesmente impor nossa vontade pela força ou bombardear para encontrar soluções pode parecer sedutora em alguns momentos”, mas é preferível “dedicar tempo para explorar caminhos diplomáticos e esgotar as possibilidades de alcançar acordos que não resolvam 100% do problema, mas 80% ou 90%”, afirmou.

“Seria de se imaginar que já teríamos aprendido essa lição há muito tempo”, lamentou.

“Espero que os bombardeios cessem e que as pessoas comuns deixem de sofrer as consequências da guerra”, declarou também o democrata.

Trump afirmou que o novo entendimento com o Irã, que segundo ele bloquearia para sempre a capacidade iraniana de produzir uma arma nuclear e reabriria imediatamente o bloqueado Estreito de Ormuz, poderia ser assinado neste domingo.

Teerã ainda não confirmou que pretende assinar um acordo e afirma que, por enquanto, “não faz sentido” iniciar negociações de paz com os Estados Unidos.

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