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Odebrecht volta aos trilhos com contratos bilionários na área de infraestrutura
Publicado 27/12/2025 • 18:30 | Atualizado há 5 meses
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Publicado 27/12/2025 • 18:30 | Atualizado há 5 meses
Odebrecht
Rovena Rosa I Agência Brasil
Depois de concluir um processo profundo de reestruturação financeira e reduzir sua dívida de US$ 4 bilhões para cerca de US$ 120 milhões, a Odebrecht Engenharia & Construção avança na retomada de seus negócios no Brasil.
Em 2025, a empreiteira conquistou seus maiores contratos de infraestrutura da última década, com destaque para projetos de metrô em São Paulo. Entre eles, a extensão da Linha 5-Lilás, em contrato estimado em R$ 4,5 bilhões, e a liderança de consórcio na Linha 19-Celeste, cujos contratos podem somar R$ 13,6 bilhões, com obras previstas a partir de 2027.
Leia também: Após 6 anos, Novonor e OEC, Odebrecht retoma o nome original
O movimento impulsiona o backlog da companhia, que deve crescer R$ 14 bilhões em 2025, reforçando a previsibilidade de caixa após anos de retração provocada pela Operação Lava Jato. Atualmente, cerca de 70% da receita da empresa vem do exterior, principalmente de obras em Angola.
Internamente, executivos definem a nova fase como uma “volta aos trilhos”, em referência à retomada do protagonismo da Odebrecht no setor metroviário, área em que a construtora já entregou 263 quilômetros de linhas no Brasil e no exterior.
Paralelamente, o caso Braskem simboliza a perda definitiva de protagonismo da Novonor, antiga Odebrecht. A gestora IG4 Capital firmou acordo para assumir o controle da Braskem, passando a deter 50,1% do capital votante, em parceria com a Petrobras, enquanto a Novonor ficará com uma participação residual de cerca de 4%, sem poder de decisão.
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