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Caso Master: o que são bancos S1, S2 e S3? Entenda a classificação citada pelo BC
Publicado 29/05/2026 • 06:00 | Atualizado há 5 meses
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Publicado 29/05/2026 • 06:00 | Atualizado há 5 meses
KEY POINTS
Foto: Agência Brasil
Caso Master o que são bancos S1, S2 e S3 Entenda a classificação citada pelo BC
A classificação dos bancos no Brasil voltou ao centro das discussões após o caso envolvendo o conglomerado Master. Durante a divulgação do Relatório de Estabilidade Financeira do segundo semestre de 2025, o Banco Central explicou que o sistema financeiro não sofreu efeitos sistêmicos, mesmo após a liquidação extrajudicial das instituições do grupo.
Segundo o Relatório de Estabilidade Financeira divulgado nesta semana, o Fundo Garantidor de Créditos pagou R$ 37,7 bilhões a clientes do Master, Master BI e Letsbank entre 19 de janeiro e 27 de fevereiro de 2026. Grande parte desse dinheiro migrou para bancos maiores classificados como S1 e S2.
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De acordo com informações do Banco Central, os bancos S1 representam o grupo mais relevante do sistema financeiro brasileiro. Nessa categoria entram instituições com ativos equivalentes a pelo menos 10% do Produto Interno Bruto (PIB) ou com forte atuação internacional.
Além disso, essas instituições seguem alinhamento total com as recomendações de Basileia, que reúne regras internacionais de segurança bancária. Segundo o Banco Central, os bancos S1 receberam 40,9% dos recursos devolvidos pelo FGC após o caso Master.
Os bancos S2 aparecem logo abaixo na hierarquia do sistema financeiro. Esse grupo reúne instituições e conglomerados com ativos entre 1% e 10% do PIB brasileiro.
Essas instituições seguem grande parte das regras internacionais de Basileia, assim como o S1, porém contam com algumas exigências simplificadas.
Entre elas estão flexibilizações em regras de liquidez – LCR e NSFR e da publicação de todas as informações do relatório de Pilar 3. O Banco Central informou que as instituições S2 receberam 24,2% dos recursos pagos pelo FGC.
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Siga o Times | CNBCJá as instituições e conglomerados S3 possuem porte menor dentro do Sistema Financeiro Nacional. Nessa categoria entram instituições com ativos entre 0,1% e 1% do PIB.
As regras obrigatórias para esse grupo funcionam de forma mais simplificada, principalmente na gestão do risco de mercado e na cobertura de riscos envolvendo taxas de juros em instrumentos classificados na carteira bancária (IRRBB), no âmbito da estrutura de gerenciamento de riscos e do Pilar 3.
É essa categoria que Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central, citou ao minimizar o risco sistêmico do caso Master. Segundo ele, o conglomerado representava cerca de 0,1% dos ativos totais do sistema bancário brasileiro.
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O órgão monetário afirmou que a liquidação extrajudicial das instituições do grupo Master não provocou impactos relevantes no Sistema Financeiro Nacional (SFN).
Durante a apresentação do relatório, o diretor de Fiscalização do BC, Ailton de Aquino, afirmou que a autoridade monetária acompanhou toda a movimentação financeira “CPF por CPF e CNPJ por CNPJ”.
Além disso, o BC destacou que os bancos brasileiros seguem com capitalização e liquidez confortáveis, mesmo em um cenário de juros elevados e aumento da inadimplência.
O relatório do Banco Central também mostrou crescimento do Pix, que respondeu por 29% das transações do varejo no segundo semestre de 2025.
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