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Patente do Ozempic chega ao fim no Brasil nesta sexta-feira e abre caminho bilionário para concorrentes
Publicado 19/03/2026 • 22:20 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 19/03/2026 • 22:20 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
Robin Utrecht/ABACAPRESS.COMNo via Reuters
Ozempic
Nesta sexta-feira (20), à meia-noite, a patente do Ozempic expira no Brasil, marcando o fim da exclusividade da dinamarquesa Novo Nordisk sobre o princípio ativo que tornou populares as canetas para emagrecimento.
A quebra da exclusividade abre espaço para mais de uma dezena de empresas desenvolverem concorrentes do medicamento. Ao todo, já foram protocolados 14 pedidos na Anvisa para versões genéricas ou similares.
O cenário aponta para um aumento da concorrência do mercado de canetas emagrecedoras, que já representam até 20% das vendas em grandes redes de farmácia. O maior acesso ao produto graças à redução de preços pode diminuir os gastos com o medicamento em até 50%.
Com mais gente usando, o impacto se espalha: menos carboidratos, mais proteína, mudando o mix de supermercados e hábitos de consumo.
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De acordo com a Novo Nordisk, o encerramento de patentes é uma etapa natural no ciclo de vida da inovação e que está preparada para atuar com solidez neste novo cenário. A companhia destacou ainda que a inovação segue como um de seus pilares centrais, sustentando um portfólio de medicamentos transformadores e um pipeline robusto voltado ao avanço no tratamento de doenças crônicas.
A farmacêutica reforçou que o Brasil continua entre seus mercados mais estratégicos globalmente e que seus planos no país permanecem inalterados. Especialistas estimam que o mercado global de fármacos para emagrecimento pode superar US$ 150 bilhões no começo da década de 2030, com Eli Lilly e Novo Nordisk à frente desse segmento.
Entre as empresas que já solicitaram registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária para desenvolver medicamentos à base de GLP-1 estão EMS, Hypera, Biomm, Cimed e Eli Lilly.
A Novo Nordisk já prepara reação com novas versões, como o Wegovy em cápsulas.
Ao passo que a Novo Nordisk deixa de ter exclusividade sobre o Ozempic, a Eli Lilly continua resguardada pela patente do Mounjaro. A proteção se estende até 2036, impedindo a entrada de concorrentes com versões genéricas ou equivalentes.
A farmacêutica alcançou em novembro do ano passado uma capitalização de mercado de US$ 1 trilhão, tornando-se a primeira companhia do setor de saúde a integrar o grupo até então restrito às gigantes de tecnologia.
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