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Pedido de vista pode levar análise no STF para depois das eleições, diz jurista
Publicado 12/09/2026 • 15:00 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 12/09/2026 • 15:00 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
Um pedido de vista é o cenário mais provável para a sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) marcada para terça-feira (15) e pode empurrar para depois das eleições a análise sobre a abertura de investigação envolvendo integrantes da Corte, avaliou Flávio Bernardes, professor e advogado especializado em direito público, em entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC.
Segundo Bernardes, o mecanismo permitiria afastar a discussão da reta final da campanha eleitoral. Pelo regimento do Supremo, um pedido de vista pode suspender temporariamente a análise do caso.
“O pedido de vista e, dentro do regimento do Supremo, com 90 dias, é um cenário jurídico que tem o melhor indicativo para jogar toda essa análise investigativa, tecnicamente falando, para pós-eleição.”
Leia também: Sessão da próxima terça no STF pode seguir quatro rumos distintos, avalia advogado criminalista; veja quais
Bernardes destacou que a sessão de terça-feira não discutirá o mérito das investigações sobre o Banco Master.
“O caso Master, o mérito do caso Master, não vai ser julgado na terça-feira. Não é esse o objeto da sessão.”
Segundo ele, o plenário deverá analisar dois pontos específicos. O primeiro é o pedido de nulidade apresentado pelo procurador-geral da República. O segundo é a possibilidade de autorizar o prosseguimento de uma apuração envolvendo ministro do STF citado durante a investigação.
O jurista ressaltou que a análise não representa condenação nem pré-julgamento dos envolvidos. A questão, segundo Bernardes, é definir se os elementos levantados permitem autorizar uma investigação específica contra autoridades com foro privilegiado.
Bernardes afirmou que já houve manifestações pela postergação da sessão, sob argumentos relacionados ao volume de documentos e ao tempo disponível para análise.
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Siga o Times | CNBCNa avaliação dele, porém, a gravidade da crise institucional torna mais difícil simplesmente retirar o caso da pauta.
Por isso, considera o pedido de vista uma alternativa juridicamente possível para interromper a análise sem cancelar a sessão e levar a discussão para depois das eleições.
Bernardes também avaliou positivamente a decisão do presidente do STF, Edson Fachin, de não acolher pedido de Alexandre de Moraes para unificar procedimentos.
Para ele, os casos envolvem fundamentos distintos e devem seguir separadamente, respeitando o contraditório e a ampla defesa.
“Considero que foi uma boa sinalização. Daí para entrar nos eixos, eu acho que a distância ainda está muito grande.”
O professor afirmou que uma eventual investigação contra ministro do Supremo depende de autorização do plenário da Corte. Segundo ele, o rito é necessário para preservar o devido processo legal e evitar nulidades futuras.
Durante a entrevista, Bernardes também defendeu a retomada da discussão sobre uma reforma do Judiciário.
Para ele, a crise expôs problemas envolvendo diferentes instituições e reforçou a necessidade de discutir mudanças estruturais no sistema de Justiça.
Bernardes afirmou que debates sobre a reforma política e do próprio Judiciário vêm sendo adiados há anos e avaliou que o cenário atual tornou a discussão mais urgente.
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