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Pedidos de recuperação judicial no Brasil registram aumento de 9% em janeiro, diz Serasa Experian
Publicado 19/02/2025 • 22:47 | Atualizado há 1 ano
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Publicado 19/02/2025 • 22:47 | Atualizado há 1 ano
KEY POINTS
Os pedidos de pedidos de recuperação judicial no Brasil subiram quase 9% em janeiro, o que, de acordo com a economista Camila Abdelmalack, não foi uma surpresa dada a situação econômica desafiadora. A gerente executiva de estudos econômicos da Serasa Experian afirmou que esse aumento está relacionado ao cenário de taxas de juros elevadas e dificuldades no acesso ao crédito, especialmente para micro e pequenas empresas.
Abdelmalack disse que, em janeiro, 80% dos pedidos de recuperação judicial partiram dessas empresas, que representam a maior parte do setor empresarial brasileiro. Segundo ela, esse cenário é esperado, considerando que as micro e pequenas empresas enfrentam muito mais obstáculos para acessar crédito e que enfrentam taxas de juros muito altas.
Ela afirmou ainda que o acesso ao crédito para grandes empresas é mais facilitado, uma vez que podem recorrer ao mercado acionário ou ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
A economista disse também que, embora a alta na taxa de juros seja um fator importante para o aumento nos pedidos de recuperação judicial, a má gestão e o planejamento financeiro inadequado das empresas também têm desempenhado um papel fundamental nesse cenário.
“A recuperação judicial é o final de um ciclo, que começa com o atraso nos pagamentos e leva à inadimplência, até chegar à situação em que o recurso da recuperação judicial é a única opção”, afirmou.
Ela também falou que, em 2024, apesar de um crescimento econômico positivo e a redução do desemprego, as micro e pequenas empresas ainda enfrentaram dificuldades para lidar com o cenário de crédito restrito. “As empresas não conseguem captar recursos com facilidade e, quando conseguem, o custo é muito elevado”, afirmou.
Além disso, a economista disse que, para 2025, a situação pode piorar, já que se espera a manutenção da alta taxa de juros, o que pode agravar ainda mais a situação das micro e pequenas empresas. Apesar desse quadro, ela ressaltou a importância do planejamento financeiro e do acompanhamento do fluxo de caixa para evitar que as empresas cheguem à recuperação judicial.
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