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Petróleo salta 6% após fim da trégua entre EUA e Irã e novos ataques no Estreito de Ormuz

Publicado 08/07/2026 • 09:28 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • Especialistas alertam para uma alta probabilidade de redução drástica no volume de barris escoados pelo Golfo Pérsico com novas restrições em Ormuz.
  • Países asiáticos já cancelaram formalmente pedidos de barris iranianos que haviam sido firmados no período de vigência do acordo.
  • Mercado de commodities continua pressionado pelas incursões militares da Ucrânia contra a infraestrutura logística da Rússia.
Petróleo

O mercado global de petróleo apresentou uma forte reação na manhã desta quarta-feira, 8, impulsionado pela fala do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre o fim do cessar-fogo com o Irã.

O contrato futuro mais ativo do petróleo Brent, para setembro, opera em alta significativa de 6%, sendo negociado na casa dos US$ 78 por barril. Já o barril do WTI está sendo negociado por US$ 74.

Especialistas alertam para uma alta probabilidade de redução drástica no volume de barris escoados pelo Golfo Pérsico, o que deve afetar de forma severa o balanço de abastecimento das indústrias e refinarias na Ásia e na Europa. Países asiáticos já cancelaram formalmente pedidos de barris iranianos que haviam sido firmados no período de vigência do acordo.

Leia também: Trump declara fim do cessar-fogo com o Irã, ataca líderes de Teerã e preço do petróleo dispara

O analista de inteligência de mercado da StoneX, Bruno Cordeiro, afirma que a nova escalada acende um sinal de alerta máximo para a segurança energética global.

“Com a confirmação da retomada das sanções e o fim do cessar-fogo, o risco de um estrangulamento físico no Estreito de Ormuz deixou de ser uma ameaça teórica e passou a ser um impacto real, evidenciado por petroleiros que já alteram suas rotas e pelo cancelamento de contratos na Ásia. Se o trânsito pelo Golfo Pérsico sofrer uma interrupção prolongada, enfrentaremos uma crise de oferta severa, capaz de desestabilizar de forma profunda o balanço de abastecimento e os níveis de estocagem dos mercados europeu e asiático”, acredita.

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A situação militar agravou-se no fim da noite de ontem, quando os Estados Unidos promoveram uma série de bombardeios contra ativos militares do Irã na região, enquanto as forças iranianas retaliaram atacando bases militares norte-americanas localizadas no Bahrein e no Catar.

Pressão Adicional no Leste Europeu

Além do cenário crítico no Oriente Médio, o mercado de commodities continua pressionado pelas incursões militares da Ucrânia contra a infraestrutura logística da Rússia. Novas ofensivas com drones foram registradas contra o porto de Ust-Luga, um terminal petrolífero estratégico para o escoamento do óleo russo ao mercado internacional.

A vulnerabilidade desses portos exportadores atua como um fator secundário de sustentação para que as cotações do petróleo permaneçam em patamares elevados.

Com o foco global voltado integralmente para os riscos de oferta, o mercado opera sob forte apreensão. Novas interrupções no Golfo Pérsico e na Rússia podem aprofundar o desequilíbrio entre demanda e produção, impactando diretamente os níveis de estocagem nas principais economias do mundo.

“Ao atingir terminais fundamentais para o escoamento global, essas ações geram o temor imediato de um desabastecimento físico no mercado de commodities, reduzindo a capacidade da Rússia de colocar seu produto em circulação. Em um momento em que o balanço global já se encontra severamente pressionado pela crise no Oriente Médio, a percepção de que importantes rotas do hemisfério norte estão vulneráveis cria um prêmio de risco geopolítico persistente, impedindo que as cotações recuem e sustentando o barril em patamares elevados”, encerrou Cordeiro.

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