Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
PF vê atuação de Jaques Wagner, líder do governo no Senado, em três frentes a favor do Banco Master
Publicado 18/06/2026 • 15:50 | Atualizado há 3 meses
Primeira classe e Starlink: Frontier adapta modelo de baixo custo diante de novas pressões
CEO da Nvidia, Jensen Huang, surge como principal aliado de Trump no debate sobre segurança da IA
Revisão aponta que Fed conhecia riscos antes da falência do Silicon Valley Bank
Gemini, do Google, escapa do ambiente de testes e invade sistemas de três empresas
Jornalistas da MS NOW, CNN e Politico são impedidos de entrar na Casa Branca após proibição de Trump
Publicado 18/06/2026 • 15:50 | Atualizado há 3 meses
KEY POINTS
Arte/ Times Brasil
A Polícia Federal afirma que o senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo Lula no Senado, atuou em favor de interesses do Banco Master em ao menos três frentes. A informação consta na investigação da Operação Compliance Zero, que teve uma nova fase deflagrada nesta quinta-feira (18).
Segundo a PF, Wagner teria atuado em discussões sobre ampliação do crédito consignado, em iniciativas relacionadas ao aumento da cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) e no acompanhamento da tentativa de venda do Banco Master ao Banco de Brasília (BRB).
Para os investigadores, as medidas eram estratégicas para fraudes atribuídas a Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master.
A Polícia Federal cumpriu mandados de busca em endereços ligados ao senador. Em um imóvel associado a Wagner, os agentes apreenderam US$ 49 mil, o equivalente a R$ 252 mil.
A defesa de Jaques Wagner não se manifestou sobre a nona fase da Operação Compliance Zero. O espaço segue aberto para manifestação.
Leia também: Caso Master ganha novo capítulo após descoberta de estrutura armada; entenda
A investigação afirma que Wagner manteve interlocução direta com Augusto Ferreira Lima, ex-sócio de Vorcaro, sobre propostas legislativas e iniciativas parlamentares que poderiam beneficiar o Master.
Lima já havia sido alvo da primeira fase da Operação Compliance Zero, em novembro, e voltou a ser alvo de medidas da PF nesta quinta-feira. Agentes cumpriram mandados em endereços ligados ao empresário na Bahia, em São Paulo e no Distrito Federal.
A defesa de Augusto Lima afirmou que as buscas foram “desnecessárias”.
A primeira frente citada pela PF envolve a ampliação do crédito consignado. Segundo os investigadores, Wagner atuou em medidas para aumentar a margem de empréstimos descontados em folha para trabalhadores da iniciativa privada, aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
As discussões também incluíram a possibilidade de beneficiários do Benefício de Prestação Continuada (BPC) e de programas federais de transferência de renda acessarem empréstimos consignados.
De acordo com a PF, essa articulação resultou na apresentação de uma emenda depois incorporada à legislação que ampliou o acesso a essa modalidade de crédito.
Siga o Times | CNBC no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.
Siga o Times | CNBCAinda segundo as investigações, a empresa da nora de Wagner recebeu R$ 11 milhões do Master entre 2022 e 2025 para prospectar negócios ligados ao crédito consignado, serviço oferecido pelo banco e que está no centro do escândalo de fraude financeira.
A investigação aponta ligação da pauta com os negócios de Augusto Lima. Segundo a PF, ele foi responsável por implementar, durante os governos de Jaques Wagner na Bahia, um sistema de crédito consignado para servidores públicos que mais tarde foi incorporado ao Banco Master.
O modelo, chamado Credcesta, tornou-se um dos principais ativos financeiros da instituição de Daniel Vorcaro.
A segunda frente envolve discussões sobre mudanças nas regras do FGC, entidade que protege depositantes e investidores em caso de quebra de instituições financeiras.
Segundo a PF, a ampliação da cobertura do fundo, que não se concretizou, era de interesse do Banco Master. A investigação afirma que o banco usava a garantia do FGC como um dos principais instrumentos para captar recursos no mercado.
As apurações já haviam apontado que o senador Ciro Nogueira (PP-PI) recebeu minuta e apresentou emenda sobre o tema. O ex-ministro da Casa Civil nega irregularidades.
Leia também: O que está por trás da nova fase do caso que envolve o Banco Master?
A terceira frente apontada pelos investigadores envolve a tentativa de venda do Banco Master ao BRB. Para a PF, Wagner acompanhou de perto a operação, considerada estratégica para o futuro da instituição controlada por Daniel Vorcaro.
A transação foi posteriormente rejeitada pelo Banco Central.
Diálogos extraídos do celular de Augusto Lima indicam, segundo a Polícia Federal, que ele emprestou seu avião particular ao líder do governo no Senado em diferentes ocasiões.
A PF também afirma que Lima bancou ingressos para um camarote em um show em Los Angeles, nos Estados Unidos.
Para os investigadores, essas vantagens se somam a outros supostos pagamentos de propina ao senador, incluindo a compra de um apartamento de luxo de R$ 2,5 milhões e repasses de R$ 3,5 milhões a uma empresa de familiares.
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Zapping | Novos Streamings
Maiores Audiências
1
Dino manda PF investigar operações do Banco Master com cemitérios de SP, mas proíbe apuração sobre Mendonça
2
Master pagou R$ 40 mi ao escritório de Viviane Barci e R$ 33 mi ao de advogada citada como “canal direto com STF” em 2024, diz PF
3
Alta cúpula do Master tratava advogada como “sócia de Gilmar”
4
Taxistas e motoristas de aplicativo ganham novas regras para acesso a crédito
5
Daniel Vorcaro reservou mansão de luxo para ministro Nunes Marques no Carnaval de 2025
DECISÃO 2026: Tarcísio promete 120 mil moradias em eventual segundo mandato e Haddad fica sem agenda pública de campanha; veja o dia dos candidatos ao governo de SP