Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
PF vê atuação de Jaques Wagner, líder do governo no Senado, em três frentes a favor do Banco Master
Publicado 18/06/2026 • 15:50 | Atualizado há 24 minutos
Chefe da OPEP rejeita previsão da AIE sobre excesso de oferta enquanto “crítico” Estreito de Ormuz é reaberto
Preços do petróleo caem após Vance afirmar que mais de 12 milhões de barris saíram do Estreito de Ormuz
JD Vance, vice-presidente dos EUA, defende acordo com o Irã
Padrinho da I.A afirma que xAI de Musk é um “fracasso” e diz que laboratórios correm risco de uma “grande explosão da bolha”
Intel sobe 9% após Trump dizer que empresa fará parceria com a Apple no design de chips nos EUA
Publicado 18/06/2026 • 15:50 | Atualizado há 24 minutos
KEY POINTS
A Polícia Federal afirma que o senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo Lula no Senado, atuou em favor de interesses do Banco Master em ao menos três frentes. A informação consta na investigação da Operação Compliance Zero, que teve uma nova fase deflagrada nesta quinta-feira (18).
Segundo a PF, Wagner teria atuado em discussões sobre ampliação do crédito consignado, em iniciativas relacionadas ao aumento da cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) e no acompanhamento da tentativa de venda do Banco Master ao Banco de Brasília (BRB).
Para os investigadores, as medidas eram estratégicas para fraudes atribuídas a Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master.
A Polícia Federal cumpriu mandados de busca em endereços ligados ao senador. Em um imóvel associado a Wagner, os agentes apreenderam US$ 49 mil, o equivalente a R$ 252 mil.
A defesa de Jaques Wagner não se manifestou sobre a nona fase da Operação Compliance Zero. O espaço segue aberto para manifestação.
Leia também: Caso Master ganha novo capítulo após descoberta de estrutura armada; entenda
A investigação afirma que Wagner manteve interlocução direta com Augusto Ferreira Lima, ex-sócio de Vorcaro, sobre propostas legislativas e iniciativas parlamentares que poderiam beneficiar o Master.
Lima já havia sido alvo da primeira fase da Operação Compliance Zero, em novembro, e voltou a ser alvo de medidas da PF nesta quinta-feira. Agentes cumpriram mandados em endereços ligados ao empresário na Bahia, em São Paulo e no Distrito Federal.
A defesa de Augusto Lima afirmou que as buscas foram “desnecessárias”.
A primeira frente citada pela PF envolve a ampliação do crédito consignado. Segundo os investigadores, Wagner atuou em medidas para aumentar a margem de empréstimos descontados em folha para trabalhadores da iniciativa privada, aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
As discussões também incluíram a possibilidade de beneficiários do Benefício de Prestação Continuada (BPC) e de programas federais de transferência de renda acessarem empréstimos consignados.
De acordo com a PF, essa articulação resultou na apresentação de uma emenda depois incorporada à legislação que ampliou o acesso a essa modalidade de crédito.
Ainda segundo as investigações, a empresa da nora de Wagner recebeu R$ 11 milhões do Master entre 2022 e 2025 para prospectar negócios ligados ao crédito consignado, serviço oferecido pelo banco e que está no centro do escândalo de fraude financeira.
A investigação aponta ligação da pauta com os negócios de Augusto Lima. Segundo a PF, ele foi responsável por implementar, durante os governos de Jaques Wagner na Bahia, um sistema de crédito consignado para servidores públicos que mais tarde foi incorporado ao Banco Master.
O modelo, chamado Credcesta, tornou-se um dos principais ativos financeiros da instituição de Daniel Vorcaro.
A segunda frente envolve discussões sobre mudanças nas regras do FGC, entidade que protege depositantes e investidores em caso de quebra de instituições financeiras.
Segundo a PF, a ampliação da cobertura do fundo, que não se concretizou, era de interesse do Banco Master. A investigação afirma que o banco usava a garantia do FGC como um dos principais instrumentos para captar recursos no mercado.
Siga o Times Brasil no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.
Seguir no GoogleAs apurações já haviam apontado que o senador Ciro Nogueira (PP-PI) recebeu minuta e apresentou emenda sobre o tema. O ex-ministro da Casa Civil nega irregularidades.
Leia também: O que está por trás da nova fase do caso que envolve o Banco Master?
A terceira frente apontada pelos investigadores envolve a tentativa de venda do Banco Master ao BRB. Para a PF, Wagner acompanhou de perto a operação, considerada estratégica para o futuro da instituição controlada por Daniel Vorcaro.
A transação foi posteriormente rejeitada pelo Banco Central.
Diálogos extraídos do celular de Augusto Lima indicam, segundo a Polícia Federal, que ele emprestou seu avião particular ao líder do governo no Senado em diferentes ocasiões.
A PF também afirma que Lima bancou ingressos para um camarote em um show em Los Angeles, nos Estados Unidos.
Para os investigadores, essas vantagens se somam a outros supostos pagamentos de propina ao senador, incluindo a compra de um apartamento de luxo de R$ 2,5 milhões e repasses de R$ 3,5 milhões a uma empresa de familiares.
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings
Maiores Audiências
1
DENÚNCIA: Forbes Brasil tem fundo do Banco Master como sócio oculto
2
PF afirma que executivo do BTG aprovou operação suspeita de R$ 132 mi para primo de Vorcaro
3
Os fiascos que o Claude Fable acumulou em 96 horas expõem a Anthropic e Dario Amodei a um vexame sem precedentes
4
Endrick no banco: por que o patrocínio do jogador virou teoria nas redes?
5
Como o Claude Fable passou de grande aposta da I.A a uma crise de reputação para a Anthropic