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PGR abre apuração para descobrir se PF investigou Moraes de forma ilegal no caso Master

Publicado 04/09/2026 • 22:33 | Atualizado há 2 meses

KEY POINTS

  • Procedimento foi aberto após Edson Fachin determinar esclarecimentos sobre a atuação da PF e o controle exercido pelo Ministério Público.
  • PGR sustenta que diligências envolvendo Alexandre de Moraes teriam avançado sem comunicação prévia ao órgão.
  • Moraes também pediu apuração sobre André Mendonça; os dois ministros, Gonet e o diretor-geral da PF têm cinco dias úteis para prestar informações.

A Procuradoria-Geral da República abriu um procedimento para verificar se a Polícia Federal investigou de forma irregular o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), durante as apurações relacionadas ao Banco Master.

A nova frente vai analisar se houve direcionamento indevido de diligências contra Moraes e se o ministro André Mendonça, relator das investigações sobre o Master, ultrapassou os limites de sua atuação ao determinar medidas à Polícia Federal.

A apuração foi iniciada no âmbito do controle externo da atividade policial, atribuição do Ministério Público, depois do presidente do STF, Edson Fachin, cobrar esclarecimentos sobre a condução das investigações. As informações foram reveladas pelo Poder360.

Leia também: Caso Master provoca recorde de liquidações pelo Banco Central em 24 anos; maioria tem ligação com o banco de Vorcaro

PGR questiona como PF chegou a Moraes

A discussão ganhou força depois que a Polícia Federal analisou o celular de Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, e encontrou mensagens e registros de contatos relacionados a Moraes.

Na avaliação apresentada pela PGR nesta semana, parte das diligências que alcançaram o ministro teria sido determinada por Mendonça sem comunicação prévia ao Ministério Público.

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O argumento de Paulo Gonet é que a PF não poderia avançar sobre fatos envolvendo um ministro do Supremo sem o devido controle institucional e sem observar as regras aplicáveis a autoridades com foro na Corte.

A PGR chegou a pedir a nulidade de atos da investigação sob a alegação de que Mendonça teria extrapolado suas funções ao direcionar diligências voltadas a Moraes.

Leia também: Ministro Edson Fachin cobra explicações de Moraes, Mendonça, PGR e Polícia Federal sobre caso Banco Master

Moraes também pediu investigação de Mendonça

A crise ganhou uma nova frente depois que Moraes apresentou elementos contra Mendonça. O ministro sustentou que um relatório de inteligência da própria Polícia Federal indicaria possível abuso de autoridade na condução das investigações do caso Master.

Moraes pediu que a atuação do colega também seja investigada.

Fachin decidiu reunir os episódios em uma mesma frente de análise e pediu que a PGR se manifeste sobre o pedido contra Mendonça.

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