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Com Plenário do STF dividido, votos de Fachin e Carmen devem definir destino de Moraes
Publicado 10/09/2026 • 18:00 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 10/09/2026 • 18:00 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
A sessão plenária marcada para 15 de setembro pode expor uma divisão que já vinha aparecendo nos bastidores do Supremo Tribunal Federal (STF). A Corte vai discutir os desdobramentos do relatório da Polícia Federal que revelou mensagens enviadas por Daniel Vorcaro a Alexandre de Moraes e decidir se há espaço para uma investigação envolvendo o ministro.
A tendência, até agora, é de um plenário rachado. Gilmar Mendes, Flávio Dino e Cristiano Zanin tenderiam a votar contra a abertura de uma investigação, enquanto André Mendonça, Nunes Marques e Luiz Fux seriam favoráveis. Nesse desenho, Fachin e Cármen Lúcia passam a ocupar posição decisiva.
Nenhum dos dois teria fechado posição até o momento, segundo apurou o Estadão.
Leia também: Alexandre de Moraes anuncia e depois cancela pronunciamento nesta manhã no STF
O peso do voto de Fachin vai além da matemática. Como presidente do STF, ele passou a centralizar nos últimos dias os processos que alimentaram o conflito entre Moraes, Mendonça e a Polícia Federal. Suspendeu decisões concorrentes sobre o comando da PF, paralisou procedimentos ligados às disputas entre ministros e levou a principal controvérsia para o plenário.
Também encerrou a designação de Moraes à frente do inquérito das fake news, aberto pela própria Presidência da Corte em 2019.
Agora, Fachin terá de votar sobre uma questão que ele próprio decidiu retirar dos gabinetes individuais e submeter ao colegiado.
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Siga o Times | CNBCCármen Lúcia aparece como outro voto capaz de alterar o equilíbrio entre os grupos.Ela não se posicionou publicamente sobre a abertura de uma investigação contra Moraes, e seu voto ganha importância justamente porque alguns integrantes da Corte devem ficar fora da deliberação.
Moraes não deve votar em uma discussão que envolve a própria atuação. Já Dias Toffoli declarou suspeição em decisões relacionadas ao Banco Master, embora haja pressão nos bastidores para que participe desta votação sob o argumento de que o objeto específico do julgamento não se confunde integralmente com as investigações do banco.
Leia também: Moraes deve se pronunciar na próxima segunda-feira, véspera de sessão do STF sobre caso Vorcaro
O que estará em jogo no dia 15 não é apenas a situação individual de Alexandre de Moraes. O plenário também terá de enfrentar a validade da diligência determinada por Mendonça, que resultou no relatório da PF, e o pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) para anular essa apuração.
Esse conjunto de decisões deve ajudar a definir até onde um ministro pode avançar quando uma investigação sob sua relatoria passa a atingir outro integrante da própria Corte.
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