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Nova fase da Compliance Zero revela operadores que ligam Daniel Vorcaro a Jaques Wagner
Publicado 19/06/2026 • 11:03 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 19/06/2026 • 11:03 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
A nona etapa da Operação Compliance Zero, deflagrada na última quinta-feira (18), revelou novos operadores do ex-banqueiro Daniel Vorcaro que atuavam ligados ao senador Jaques Wagner (PT).
Valério Marega Júnior e David Lopes Monteiro atuaram como intermediadores da compra de um apartamento para Wagner, no valor de R$ 2,45 milhões, em Salvador. Os investigadores acreditam que a transação fez parte de um esquema de propina. Já Guilherme Henrique Sodré Martins foi acusado de ser o elo entre o Master e o senador.
Valério Marega Júnior, identificado nas conversas interceptadas pela Polícia Federal como “Valério Fundos”, é qualificado como um operador financeiro diretamente ligado a estruturas de fundos de investimento e sociedades utilizadas no contexto do Banco Master.
As mensagens mostram a proximidade de Marega com o ex-sócio de Daniel Vorcaro, Augusto Lima. Segundo a representação policial, Valério foi o encarregado de tratar da operacionalização financeira para a compra do imóvel de R$ 2,45 milhões para Wagner, a pedido de Lima. Para isso, utilizou estruturas financeiras compatíveis com a ocultação do real beneficiário da transação.
Já David Lopes Monteiro atuou diretamente no auxílio da aquisição formal do apartamento Poème Horto, junto com seu irmão Daniel Lopes Monteiro. A investigação detalha que, quando Wagner solicitou a Augusto Lima os dados do proprietário formal do imóvel para fins de projetos arquitetônicos, Augusto forneceu o contato de David (registrado como “Davi Daniel Monteiro”), o que reforça o papel de David como elo operacional e formal da propriedade oculta.
Leia também: Jaques Wagner se mudou para apartamento avaliado em R$ 10 milhões em Salvador
A nova fase da operação também chegou ao nome de Guilherme Henrique Sodré Martins, acusado de ser o elo entre o núcleo empresarial do Banco Master e o entorno pessoal do senador.
A atuação de Martins destaca-se em dois eixos centrais da investigação: a compra do apartamento e a interferência política em favor do Banco Master.
A PF afirma que o operador participou dos detalhes da negociação da compra do apartamento,’ mesmo depois da primeira fase da Operação Compliance Zero.
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Seguir no GoogleJá no que diz respeito à interferência política em favor de Vorcaro, a investigação aponta que ele teria intermediado contatos e tratativas envolvendo a apresentação da Emenda nº 11 à PEC nº 65/2023, relativa ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC). Essa articulação teria conectado diretamente o gestor do Banco Master, Daniel Vorcaro, o chefe de gabinete do senador Jaques Wagner e o próprio parlamentar.
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