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Prisão de ex-BRB expõe falhas de governança, afeta percepção de risco e acende alerta no mercado
Publicado 16/04/2026 • 20:48 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 16/04/2026 • 20:48 | Atualizado há 2 meses
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A prisão de Paulo Henrique Costa, ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), e as investigações sobre o Banco Master reacenderam o debate sobre a fragilidade dos controles internos e da governança no sistema financeiro. É o que afirma o professor de economia da SKEMA Business School Mário Marques, em entrevista ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC.
O especialista ressalta que o mercado já observava com ceticismo a saúde financeira das instituições envolvidas no escândalo de corrupção. “Todos nós já sabíamos que o Banco Master ia explodir a qualquer momento e ninguém entrou de ingênuo nessa história. O BRB não entrou de ingênuo nessa história, infelizmente”, pontuou.
Para o professor, o esquema de ocultação de patrimônio e o pagamento de propinas geram um impacto direto na percepção de risco-país e na economia real. “Esse é um esquema que já ocorreu e é recorrente no Brasil, o que é péssimo para as instituições e afeta a segurança jurídica. Quando a segurança é abalada, os investidores brasileiros e estrangeiros ficam receiosos e procuram mercados fora do país”, explicou.
A compra de ativos pelo BRB por R$ 12 bilhões também foi alvo de críticas pela falta de transparência e negligência dos órgãos fiscalizadores. “Um volume desse de dinheiro não passa despercebido; é impossível que não se saiba onde está investindo ou que se dê uma carta branca geral para um diretor. É no mínimo estranho o que estamos vendo, assim como o caso do Banco Master”.
O professor alertou ainda os investidores sobre os riscos de buscar rentabilidades desproporcionais em instituições com governança duvidosa. “Se a rentabilidade oferecida é muito alta, tenha certeza de que a liquidez ou a segurança estão sendo comprometidas. Há dois anos víamos o risco que era o Banco Master, pois rentabilidade muito alta significa segurança muito baixa”.
Marques também destacou que a corrupção sistêmica envolvendo agentes públicos dificulta a manutenção da estabilidade financeira do Brasil. “Quem deveria fiscalizar não fiscalizou e, pelo que tudo indica, grandes figuras do governo estavam colaborando. Isso piora o índice de risco do Brasil e as taxas de juros tendem a ficar ainda maiores, o que é um risco para todos nós”, concluiu.
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