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Quem foi Chico Lopes, economista que criou o Copom e marcou a história do Banco Central
Publicado 08/05/2026 • 17:03 | Atualizado há 5 dias
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Publicado 08/05/2026 • 17:03 | Atualizado há 5 dias
KEY POINTS
Foto: Pedro Kirilos/Estadão
Quem foi Chico Lopes, economista que criou o Copom e marcou a história do Banco Central
Francisco Lopes, conhecido como Chico Lopes, morreu nesta sexta-feira (8), aos 80 anos, no Rio de Janeiro. Economista, professor e ex-presidente do Banco Central, ele ficou marcado por participar de momentos decisivos da economia brasileira e por idealizar o Comitê de Política Monetária (Copom), órgão responsável por definir a taxa básica de juros do país, a Selic.
Ao longo da carreira, também teve participação em debates sobre inflação, estabilização econômica e formulação de políticas monetárias no Brasil.
Além da atuação no Banco Central, Chico Lopes construiu uma trajetória acadêmica relevante e se tornou uma das referências da macroeconomia brasileira. Ele ajudou a modernizar a condução da política monetária no país e deixou contribuições importantes para a estrutura econômica brasileira.
Leia também: Morre Chico Lopes, ex-presidente do Banco Central e idealizador do Copom
Nascido em Belo Horizonte, em 1945, Francisco Lafaiete de Pádua Lopes se formou em Economia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Na sequência, fez mestrado na Fundação Getulio Vargas (FGV) e, posteriormente, concluiu o doutorado na Universidade Harvard, nos Estados Unidos.
Ao longo da vida acadêmica, atuou como professor e pesquisador em instituições como a PUC-Rio e a Universidade de Brasília (UnB). Além disso, paralelamente à trajetória universitária, também desenvolveu carreira no mercado financeiro e em consultorias econômicas.
De acordo com a publicação “História Contada do Banco Central”, Chico Lopes ganhou destaque especialmente pelos estudos sobre inflação e política monetária, tornando-se um dos economistas mais influentes do país nas décadas de 1980 e 1990.
Chico Lopes participou de discussões econômicas importantes durante o período de hiperinflação no Brasil. Segundo a Agência Brasil, ele colaborou com equipes envolvidas em programas de estabilização econômica e integrou debates técnicos sobre alternativas para controlar a inflação brasileira.
Durante esse período, o economista ficou conhecido pelas análises sobre mecanismos de indexação, política monetária e combate à inflação, temas centrais da economia brasileira na época.
O principal legado institucional de Chico Lopes foi a criação do Comitê de Política Monetária (Copom), em 1996. O órgão passou a reunir diretores do Banco Central para definir os rumos da política monetária brasileira e estabelecer a taxa Selic.
Segundo nota divulgada pelo Banco Central, Chico Lopes foi o idealizador do Copom e contribuiu para estruturar um modelo de decisões mais transparente e organizado dentro da autoridade monetária.
Hoje, o Copom é responsável pelas reuniões que definem os juros básicos da economia brasileira e influencia diretamente áreas como crédito, consumo, investimentos e inflação.
Em 1999, Chico Lopes assumiu a presidência do Banco Central em um momento de forte instabilidade econômica e cambial no Brasil. A passagem dele pelo comando da instituição ocorreu durante o início do segundo mandato do então presidente Fernando Henrique Cardoso.
Mesmo permanecendo pouco tempo no cargo, ele continuou sendo uma figura relevante nos debates econômicos do país e seguiu atuando como consultor e analista econômico nos anos seguintes.
Leia também: Banco Central endurece regras para transferências internacionais e amplia controle sobre eFX
Em nota oficial, o Banco Central lamentou a morte do economista e, além disso, destacou a contribuição dele para o fortalecimento da política monetária brasileira.
Ao mesmo tempo, a trajetória de Chico Lopes também ficou registrada em publicações históricas do próprio Banco Central, que apontam sua influência na modernização das decisões econômicas brasileiras e na consolidação do sistema monetário adotado no país nas últimas décadas.
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