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Rival da Nvidia, Cerebras estreia perto de US$ 100 bilhões e reforça corrida por chips de IA
Publicado 15/05/2026 • 21:00 | Atualizado há 45 minutos
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Publicado 15/05/2026 • 21:00 | Atualizado há 45 minutos
KEY POINTS
A estreia explosiva da Cerebras Systems em Wall Street nesta quinta-feira não apenas colocou a companhia entre os maiores IPOs da tecnologia, mas também reforçou o apetite crescente do mercado por alternativas aos chips da Nvidia voltados à inteligência artificial.
A companhia encerrou seu primeiro dia de negociação com valor de mercado próximo de US$ 100 bilhões (R$ 509 bilhões), entrando para um grupo restrito de empresas que já estrearam acima desse patamar, como Meta e Alibaba. Na sexta-feira, primeiro pregão completo após a abertura de capital, as ações fecharam com queda de 10%.
A Cerebras produz um tipo diferente de chip em relação às tradicionais GPUs da Nvidia – e o tamanho chama atenção. “Nós construímos os maiores chips da indústria de semicondutores”, afirmou o CEO e cofundador Andrew Feldman à CNBC. “Chips grandes processam mais informação em menos tempo e entregam resultados mais rapidamente.”
Segundo a empresa, seu chip WSE-3 é 57 vezes maior que a maior GPU atualmente disponível e possui 50 vezes mais transistores.
Leia também: Cerebras estreia na Nasdaq com alta de 68% e promete chip melhor que GPUs da Nvidia; conheça
Até agora, a Nvidia dominava a corrida da inteligência artificial porque suas GPUs funcionam como plataformas de uso geral capazes de executar os cálculos paralelos necessários para treinar grandes modelos. Mas, segundo a análise, o mercado entrou agora na fase da chamada IA agêntica, em que a inferência passou a ganhar protagonismo.
Enquanto o treinamento ensina modelos de IA a reconhecer padrões em grandes volumes de dados, a inferência utiliza essas informações para tomar decisões a partir de novos dados. Esse processo pode ser executado em chips menos poderosos, mas mais especializados, como o WSE-3 da Cerebras.
O produto integra a categoria dos chamados ASICs personalizados – circuitos integrados desenvolvidos para funções específicas. O segmento vem ficando cada vez mais competitivo, com gigantes como Google, Amazon, Meta e Microsoft também desenvolvendo ASICs próprios.
Leia também: Nvidia? Intel? A queridinha de IA é outra e já subiu mais de 700%
Os chips mais avançados de IA atualmente são produzidos pela TSMC com processo de 2 nanômetros, tecnologia disponível apenas em Taiwan.
Já o chip da Cerebras também é fabricado pela TSMC, mas usando tecnologia menos avançada de 5 nanômetros.
Fundada no Vale do Silício em 2016, a Cerebras entrou com pedido de IPO pela primeira vez em 2024, mas acabou retirando a oferta após questionamentos envolvendo forte dependência da empresa em relação à G42, companhia de IA dos Emirados Árabes Unidos apoiada pela Microsoft.
Com o sucesso da abertura de capital nesta quinta-feira, Andrew Feldman e o diretor de tecnologia de hardware Sean Lie, também cofundador da empresa, tornaram-se bilionários com base em suas participações acionárias.
Leia também: EUA e China anunciam protocolo de IA em cúpula e Nvidia poderá vender chips H200
Durante anos, a Cerebras tentou vender chips diretamente para empresas, mas atualmente opera grande parte deles dentro de seus próprios data centers como serviço de nuvem. Com isso, passou a competir diretamente com provedores como Google, Microsoft, Oracle e CoreWeave.
A Cerebras e a OpenAI anunciaram em janeiro um acordo de nuvem de US$ 20 bilhões (R$ 101,8 bilhões) com validade até 2028.
Já a Amazon Web Services (AWS) informou em março que está utilizando chips da Cerebras em seus data centers.
Segundo o diretor financeiro da empresa, Bob Komin, a demanda por produtos de inferência em IA vem superando a capacidade de produção da companhia.
“Existe tanta demanda pelo nosso produto de inferência rápida que nosso maior desafio é conseguir atender”, afirmou à CNBC. “Estamos adicionando o máximo possível de capacidade de fabricação e de data centers, e ainda assim já estamos esgotados até 2027.”
Embora gigantes de tecnologia desenvolvam ASICs próprios internamente, a Cerebras concorre mais diretamente com empresas especializadas em fabricar esses chips para terceiros.
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Entre elas está a Groq, cuja tecnologia foi adquirida pela Nvidia em dezembro em um acordo de US$ 20 bilhões (R$ 101,8 bilhões).
Outras concorrentes da Cerebras incluem SambaNova e D-Matrix, que também tentam aproveitar a demanda crescente por semicondutores voltados à inteligência artificial. A SambaNova possui entre seus clientes empresas como Hugging Face e Meta. Em fevereiro, a companhia recebeu aporte de US$ 350 milhões (R$ 1,8 bilhão) com participação da Intel.
O atual CEO da Intel, Lip-Bu Tan, atua como chairman da SambaNova desde 2017.
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A abertura de capital da Cerebras também pode estimular outras startups de ASICs personalizados a buscar listagem em bolsa. Uma das empresas apontadas como próxima candidata é a sul-coreana Rebellions.
A fabricante de chips captou US$ 400 milhões (R$ 2 bilhões) em março com investidores como a Samsung, em rodada que avaliou a companhia em US$ 2,34 bilhões (R$ 11,9 bilhões) enquanto se prepara para um futuro IPO.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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