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Starbucks amplia demissões para recuperar margens e acelerar reestruturação sob Brian Niccol

Publicado 15/05/2026 • 17:29 | Atualizado há 42 minutos

KEY POINTS

  • Starbucks eliminará 300 cargos corporativos nos EUA e fechará escritórios regionais.
  • Companhia avança em plano de economia de US$ 2 bilhões liderado pelo CEO Brian Niccol.
  • Jim Cramer afirmou que foco agora é recuperar margens para permitir nova fase de crescimento.

A Starbucks está ampliando os cortes em sua estrutura corporativa como parte da tentativa de recuperar rentabilidade e avançar na reestruturação liderada pelo CEO Brian Niccol.

A rede de cafeterias anunciou que eliminará 300 empregos corporativos nos Estados Unidos e fechará diversos escritórios regionais como parte de um plano mais amplo de redução de custos ligado à meta de economia de US$ 2 bilhões (R$ 10,2 bilhões).

A medida representa mais uma etapa da estratégia chamada “Back to Starbucks”, conduzida por Niccol desde que assumiu o comando da companhia em setembro de 2024 com a missão de recuperar o crescimento e fortalecer a marca global.

Segundo Jim Cramer, da CNBC, o objetivo central da nova rodada de cortes é melhorar as margens da companhia.

“O que Niccol está tentando fazer é acertar as margens”, afirmou no programa “Squawk on the Street”. “Quando ele acertar as margens, aí poderá voltar a atacar.”

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Nova rodada

Os cortes não foram totalmente inesperados.

Esta é a terceira rodada de demissões promovida pela Starbucks desde a chegada de Brian Niccol, reforçando o discurso da administração de que a companhia precisa ajustar sua estrutura de custos após anos de desempenho considerado fraco.

Em fevereiro de 2025, Niccol anunciou o corte de 1,1 mil empregos e o congelamento de centenas de vagas abertas.

Meses depois, a empresa divulgou uma nova rodada de 900 cortes entre funcionários não ligados ao varejo dentro de um plano de reestruturação de US$ 1 bilhão (R$ 5,09 bilhões). “Ele vem dizendo repetidamente que precisa redimensionar a companhia”, afirmou Jim Cramer. “É isso que ele está fazendo agora.”

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A Starbucks informou que a nova reestruturação resultará em aproximadamente US$ 400 milhões (R$ 2 bilhões) em despesas.

Desse total, cerca de US$ 280 milhões (R$ 1,4 bilhão) estarão ligados à desvalorização de ativos de longo prazo, como prédios e equipamentos, enquanto US$ 120 milhões (R$ 610,8 milhões) correspondem a custos de caixa relacionados a indenizações e desligamentos.

Segundo a companhia, a maior parte das medidas deverá ser concluída até o fim do ano fiscal de 2026.

Plano de retomada

Em comunicado enviado à CNBC, a Starbucks afirmou que a empresa segue aprofundando a estratégia de recuperação operacional. “Estamos tomando novas medidas dentro da estratégia Back to Starbucks, apoiados pelo forte momento do negócio e trabalhando para devolver à companhia um crescimento sustentável e lucrativo”, afirmou um porta-voz.

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A companhia acrescentou que líderes internos revisaram suas operações para reduzir complexidade, priorizar áreas estratégicas e cortar custos. As ações da Starbucks subiram 1,5% nesta sexta-feira, em movimento interpretado por investidores como sinal de confiança na condução da reestruturação.

A primeira etapa do plano de Niccol esteve focada na recuperação das vendas comparáveis da rede, que voltaram a apresentar tendência de alta. Apesar disso, a recuperação da Starbucks vem levando mais tempo do que parte do mercado esperava inicialmente.

Ainda assim, Jim Cramer afirmou que investidores seguem dispostos a conceder mais tempo ao executivo diante da complexidade operacional da empresa. “As pessoas estão dispostas a dar tempo para ele”, afirmou. “É por isso que as ações estão subindo.”

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Os papéis da Starbucks acumulam alta superior a 9% no último mês e valorização de 28% no ano.

Mercado acompanha

Durante reunião com membros do CNBC Investing Club nesta sexta-feira, Jim Cramer afirmou ter conversado com Brian Niccol pela manhã.

Segundo Cramer, o CEO classificou as demissões como parte natural da condução dos negócios.

Os cortes foram anunciados um dia após o banco TD Cowen elevar a recomendação das ações da Starbucks.

A instituição afirmou ter maior confiança no ritmo da recuperação da companhia e avaliou que a administração vem equilibrando investimentos para fortalecer a marca com medidas de redução de custos corporativos.

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Segundo a análise, o sucesso da recuperação da Starbucks dependerá principalmente da capacidade da empresa de voltar a ampliar sua lucratividade.

O CNBC Investing Club manteve preço-alvo de US$ 115 (R$ 585,4) para as ações da companhia e recomendação equivalente a nível 2, indicando preferência por aguardar uma correção antes de ampliar posições.

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