Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
Starbucks amplia demissões para recuperar margens e acelerar reestruturação sob Brian Niccol
Publicado 15/05/2026 • 17:29 | Atualizado há 42 minutos
Starbucks amplia demissões para recuperar margens e acelerar reestruturação sob Brian Niccol
Carros elétricos chineses chegam ao Canadá e concessionárias disputam espaço para vendê-los
Stephen Miran deixa o Fed e abre caminho para Kevin Warsh
Ações da Magnum Ice Cream disparam após notícia sobre possível aquisição por fundos de private equity
Chefe da CIA faz visita histórica a Cuba enquanto bloqueio dos EUA sufoca fornecimento de energia da ilha
Publicado 15/05/2026 • 17:29 | Atualizado há 42 minutos
KEY POINTS
A Starbucks está ampliando os cortes em sua estrutura corporativa como parte da tentativa de recuperar rentabilidade e avançar na reestruturação liderada pelo CEO Brian Niccol.
A rede de cafeterias anunciou que eliminará 300 empregos corporativos nos Estados Unidos e fechará diversos escritórios regionais como parte de um plano mais amplo de redução de custos ligado à meta de economia de US$ 2 bilhões (R$ 10,2 bilhões).
A medida representa mais uma etapa da estratégia chamada “Back to Starbucks”, conduzida por Niccol desde que assumiu o comando da companhia em setembro de 2024 com a missão de recuperar o crescimento e fortalecer a marca global.
Segundo Jim Cramer, da CNBC, o objetivo central da nova rodada de cortes é melhorar as margens da companhia.
“O que Niccol está tentando fazer é acertar as margens”, afirmou no programa “Squawk on the Street”. “Quando ele acertar as margens, aí poderá voltar a atacar.”
Leia também: EXCLUSIVO CNBC: Starbucks volta a crescer ao resgatar experiência de cafeteria, diz CEO
Os cortes não foram totalmente inesperados.
Esta é a terceira rodada de demissões promovida pela Starbucks desde a chegada de Brian Niccol, reforçando o discurso da administração de que a companhia precisa ajustar sua estrutura de custos após anos de desempenho considerado fraco.
Em fevereiro de 2025, Niccol anunciou o corte de 1,1 mil empregos e o congelamento de centenas de vagas abertas.
Meses depois, a empresa divulgou uma nova rodada de 900 cortes entre funcionários não ligados ao varejo dentro de um plano de reestruturação de US$ 1 bilhão (R$ 5,09 bilhões). “Ele vem dizendo repetidamente que precisa redimensionar a companhia”, afirmou Jim Cramer. “É isso que ele está fazendo agora.”
Leia também: Starbucks eleva projeções para 2026 após lucro e vendas superarem estimativas de Wall Street
A Starbucks informou que a nova reestruturação resultará em aproximadamente US$ 400 milhões (R$ 2 bilhões) em despesas.
Desse total, cerca de US$ 280 milhões (R$ 1,4 bilhão) estarão ligados à desvalorização de ativos de longo prazo, como prédios e equipamentos, enquanto US$ 120 milhões (R$ 610,8 milhões) correspondem a custos de caixa relacionados a indenizações e desligamentos.
Segundo a companhia, a maior parte das medidas deverá ser concluída até o fim do ano fiscal de 2026.
Em comunicado enviado à CNBC, a Starbucks afirmou que a empresa segue aprofundando a estratégia de recuperação operacional. “Estamos tomando novas medidas dentro da estratégia Back to Starbucks, apoiados pelo forte momento do negócio e trabalhando para devolver à companhia um crescimento sustentável e lucrativo”, afirmou um porta-voz.
Leia também: Starbucks aposta em IA e fecha parceria com o ChatGPT para revolucionar os pedidos
A companhia acrescentou que líderes internos revisaram suas operações para reduzir complexidade, priorizar áreas estratégicas e cortar custos. As ações da Starbucks subiram 1,5% nesta sexta-feira, em movimento interpretado por investidores como sinal de confiança na condução da reestruturação.
A primeira etapa do plano de Niccol esteve focada na recuperação das vendas comparáveis da rede, que voltaram a apresentar tendência de alta. Apesar disso, a recuperação da Starbucks vem levando mais tempo do que parte do mercado esperava inicialmente.
Ainda assim, Jim Cramer afirmou que investidores seguem dispostos a conceder mais tempo ao executivo diante da complexidade operacional da empresa. “As pessoas estão dispostas a dar tempo para ele”, afirmou. “É por isso que as ações estão subindo.”
Leia também: Quem é a Luckin Coffee, a nova concorrente que ameaça a liderança do Starbucks
Os papéis da Starbucks acumulam alta superior a 9% no último mês e valorização de 28% no ano.
Durante reunião com membros do CNBC Investing Club nesta sexta-feira, Jim Cramer afirmou ter conversado com Brian Niccol pela manhã.
Segundo Cramer, o CEO classificou as demissões como parte natural da condução dos negócios.
Os cortes foram anunciados um dia após o banco TD Cowen elevar a recomendação das ações da Starbucks.
A instituição afirmou ter maior confiança no ritmo da recuperação da companhia e avaliou que a administração vem equilibrando investimentos para fortalecer a marca com medidas de redução de custos corporativos.
Leia também: EXCLUSIVO: Luckin Coffee desafia hegemonia do Starbucks na China com nova aposta no mercado premium
Segundo a análise, o sucesso da recuperação da Starbucks dependerá principalmente da capacidade da empresa de voltar a ampliar sua lucratividade.
O CNBC Investing Club manteve preço-alvo de US$ 115 (R$ 585,4) para as ações da companhia e recomendação equivalente a nível 2, indicando preferência por aguardar uma correção antes de ampliar posições.
—
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings
Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
Mais lidas
1
Dívidas dos clubes brasileiros batem R$ 16 bilhões em 2025; veja ranking
2
O que o Banco Central encontrou nas operações do Banco Topázio?
3
Por que a Enjoei decidiu encerrar a Elo7? Entenda o que levou ao fechamento
4
BC multa Banco Topázio em R$ 16,2 milhões, veta operações com cripto e põe outras instituições no radar
5
Enjoei fecha Elo7 após queda de receita e usuários relatam prejuízos; confira