Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
Starbucks amplia demissões para recuperar margens e acelerar reestruturação sob Brian Niccol
Publicado 15/05/2026 • 17:29 | Atualizado há 2 meses
EUA não renovam acordo comercial trilateral com o Canadá e o México e abrem nova rodada de negociações
PlayStation encerrará produção de discos físicos para novos jogos em 2028
Lamborghini lança novo SUV híbrido de alta performance após desistir de planos para carros elétricos
O boom da defesa na Europa enfrenta um novo teste: a indústria conseguirá realmente entregar as armas?
Anthropic: governo Trump remove restrições de exportação do Claude Fable 5 e do Mythos 5
Publicado 15/05/2026 • 17:29 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
A Starbucks está ampliando os cortes em sua estrutura corporativa como parte da tentativa de recuperar rentabilidade e avançar na reestruturação liderada pelo CEO Brian Niccol.
A rede de cafeterias anunciou que eliminará 300 empregos corporativos nos Estados Unidos e fechará diversos escritórios regionais como parte de um plano mais amplo de redução de custos ligado à meta de economia de US$ 2 bilhões (R$ 10,2 bilhões).
A medida representa mais uma etapa da estratégia chamada “Back to Starbucks”, conduzida por Niccol desde que assumiu o comando da companhia em setembro de 2024 com a missão de recuperar o crescimento e fortalecer a marca global.
Segundo Jim Cramer, da CNBC, o objetivo central da nova rodada de cortes é melhorar as margens da companhia.
“O que Niccol está tentando fazer é acertar as margens”, afirmou no programa “Squawk on the Street”. “Quando ele acertar as margens, aí poderá voltar a atacar.”
Leia também: EXCLUSIVO CNBC: Starbucks volta a crescer ao resgatar experiência de cafeteria, diz CEO
Os cortes não foram totalmente inesperados.
Esta é a terceira rodada de demissões promovida pela Starbucks desde a chegada de Brian Niccol, reforçando o discurso da administração de que a companhia precisa ajustar sua estrutura de custos após anos de desempenho considerado fraco.
Em fevereiro de 2025, Niccol anunciou o corte de 1,1 mil empregos e o congelamento de centenas de vagas abertas.
Meses depois, a empresa divulgou uma nova rodada de 900 cortes entre funcionários não ligados ao varejo dentro de um plano de reestruturação de US$ 1 bilhão (R$ 5,09 bilhões). “Ele vem dizendo repetidamente que precisa redimensionar a companhia”, afirmou Jim Cramer. “É isso que ele está fazendo agora.”
Leia também: Starbucks eleva projeções para 2026 após lucro e vendas superarem estimativas de Wall Street
A Starbucks informou que a nova reestruturação resultará em aproximadamente US$ 400 milhões (R$ 2 bilhões) em despesas.
Desse total, cerca de US$ 280 milhões (R$ 1,4 bilhão) estarão ligados à desvalorização de ativos de longo prazo, como prédios e equipamentos, enquanto US$ 120 milhões (R$ 610,8 milhões) correspondem a custos de caixa relacionados a indenizações e desligamentos.
Segundo a companhia, a maior parte das medidas deverá ser concluída até o fim do ano fiscal de 2026.
Em comunicado enviado à CNBC, a Starbucks afirmou que a empresa segue aprofundando a estratégia de recuperação operacional. “Estamos tomando novas medidas dentro da estratégia Back to Starbucks, apoiados pelo forte momento do negócio e trabalhando para devolver à companhia um crescimento sustentável e lucrativo”, afirmou um porta-voz.
Siga o Times | CNBC no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.
Siga o Times | CNBCLeia também: Starbucks aposta em IA e fecha parceria com o ChatGPT para revolucionar os pedidos
A companhia acrescentou que líderes internos revisaram suas operações para reduzir complexidade, priorizar áreas estratégicas e cortar custos. As ações da Starbucks subiram 1,5% nesta sexta-feira, em movimento interpretado por investidores como sinal de confiança na condução da reestruturação.
A primeira etapa do plano de Niccol esteve focada na recuperação das vendas comparáveis da rede, que voltaram a apresentar tendência de alta. Apesar disso, a recuperação da Starbucks vem levando mais tempo do que parte do mercado esperava inicialmente.
Ainda assim, Jim Cramer afirmou que investidores seguem dispostos a conceder mais tempo ao executivo diante da complexidade operacional da empresa. “As pessoas estão dispostas a dar tempo para ele”, afirmou. “É por isso que as ações estão subindo.”
Leia também: Quem é a Luckin Coffee, a nova concorrente que ameaça a liderança do Starbucks
Os papéis da Starbucks acumulam alta superior a 9% no último mês e valorização de 28% no ano.
Durante reunião com membros do CNBC Investing Club nesta sexta-feira, Jim Cramer afirmou ter conversado com Brian Niccol pela manhã.
Segundo Cramer, o CEO classificou as demissões como parte natural da condução dos negócios.
Os cortes foram anunciados um dia após o banco TD Cowen elevar a recomendação das ações da Starbucks.
A instituição afirmou ter maior confiança no ritmo da recuperação da companhia e avaliou que a administração vem equilibrando investimentos para fortalecer a marca com medidas de redução de custos corporativos.
Leia também: EXCLUSIVO: Luckin Coffee desafia hegemonia do Starbucks na China com nova aposta no mercado premium
Segundo a análise, o sucesso da recuperação da Starbucks dependerá principalmente da capacidade da empresa de voltar a ampliar sua lucratividade.
O CNBC Investing Club manteve preço-alvo de US$ 115 (R$ 585,4) para as ações da companhia e recomendação equivalente a nível 2, indicando preferência por aguardar uma correção antes de ampliar posições.
—
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings
Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
Maiores Audiências
1
CBF exclui CazéTV da disputa pelos direitos da Copa do Brasil até 2030
2
Anthropic libera modelo Fable 5 globalmente após fim de restrições dos EUA
3
Quem é a brasileira que administra a carreira milionária do jogador norueguês Haaland
4
Justiça decide pedido de falência e OI pode deixar de existir
5
Por que vale ler a carta de maio da Adam Capital