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Redes de transmissão ganham protagonismo na transição energética e colocam o Brasil no radar global da Hitachi Energy
Publicado 23/10/2025 • 18:34 | Atualizado há 8 meses
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Publicado 23/10/2025 • 18:34 | Atualizado há 8 meses
KEY POINTS
Um dos temas centrais da COP30, que será realizada em Belém, é o papel das redes de transmissão na transição energética. O assunto ganhou destaque após a COP29 reconhecer oficialmente que as redes elétricas são um pilar essencial da agenda climática.
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A crescente demanda mundial por eletricidade, que subiu 4% apenas no último ano, pressiona governos e empresas a acelerar investimentos em infraestrutura. Nesse contexto, a Hitachi Energy, líder global em eletrificação e tecnologia de rede, se posiciona como um dos principais agentes dessa transformação, com investimentos que ultrapassam US$ 6 bilhões na ampliação de fábricas e centros de P&D nos Estados Unidos e no Brasil.
Em entrevista ao Fast Money, do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, o presidente da Hitachi Energy no Brasil, Glauco Freitas, afirmou que a expansão das redes de transmissão é hoje uma das condições mais críticas para garantir o avanço da transição energética.
“As redes não são um gargalo, mas uma peça fundamental. De nada adianta ter capacidade de gerar energia se ela não consegue chegar a quem precisa”, afirmou. Segundo ele, o desafio vai além da geração. “Precisamos equilibrar três pontos: o aumento vertiginoso da demanda por eletricidade, a redução do uso de combustíveis fósseis e a descarbonização de toda a cadeia energética.”
Freitas reforçou que a transição só será possível com redes modernas e robustas o suficiente para integrar fontes renováveis e garantir segurança no fornecimento.

Para o executivo, a COP30 marca um ponto de virada na agenda climática. “Já foram 29 conferências planejando. Agora é hora de efetivar o que foi prometido”, disse, ao destacar que a presidência da conferência tem insistido na ideia de uma “COP da implementação”.
Ele ressaltou que metas de neutralidade de carbono até 2035, 2040 ou 2050 só farão sentido se as ações começarem imediatamente. “De nada adianta compromisso sem execução.”
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Siga o Times | CNBCEntre 2020 e 2023, a Hitachi Energy investiu US$ 3 bilhões em expansão e modernização. De 2024 a 2027, a companhia planeja aplicar outros US$ 6 bilhões, com foco em aumento de produção, capacitação técnica, digitalização e pesquisa.
Desse total, US$ 1,5 bilhão será destinado à ampliação da produção de transformadores de potência, componentes essenciais para o sistema elétrico. No Brasil, o investimento chega a US$ 200 milhões, concentrados na nova fábrica em Pindamonhangaba (SP), que, quando concluída, dobrará a capacidade produtiva da empresa no país.
Nos Estados Unidos, a Hitachi Energy também anunciou US$ 1 bilhão adicional para expandir sua presença industrial e tecnológica, incluindo uma nova fábrica na Virgínia, com aporte de US$ 467 milhões. “As Américas terão duas das principais plantas de produtos de energia do mundo. Uma no Brasil e outra nos EUA, para atender não apenas o continente, mas todo o mercado global”, destacou Freitas.

O executivo também abordou o impacto da eletrificação acelerada em diversos setores. Segundo ele, o consumo médio de energia per capita no Brasil ainda está abaixo da média global, o que indica um potencial expressivo de crescimento. “Hoje, a média brasileira é de 25 mil kWh por pessoa, enquanto no mundo varia entre 45 e 60 mil. Isso mostra o quanto ainda temos para expandir”, afirmou.
Freitas ressaltou que o país vive uma “janela de oportunidade gigante”, especialmente diante do interesse de indústrias eletrointensivas como data centers, hidrogênio verde e mobilidade elétrica. “Esses setores buscam o que o Brasil tem: energia renovável, abundante e barata. Mas, para atraí-los, é preciso modernizar as redes”, declarou.
O presidente da Hitachi Energy destacou ainda o programa Redata, lançado pelo governo federal para estimular a criação de data centers no país, como um avanço estratégico. “Um dia depois do lançamento, mais de 30 projetos já estavam inscritos. Isso mostra o apetite do mercado e o potencial do Brasil. Mas é preciso acelerar, porque não podemos perder essa janela de oportunidade”, afirmou.
Freitas concluiu reforçando que a modernização das redes é uma urgência global e que o Brasil tem papel decisivo na transição energética. “Sem transmissão, não há transição. Essa é a verdade. E o país tem todas as condições para ser protagonista desse movimento”, finalizou.
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