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Sanção dos EUA pode afetar o Corinthians? Entenda o que dizem as investigações
Publicado 03/07/2026 • 14:10 | Atualizado há 4 meses
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Publicado 03/07/2026 • 14:10 | Atualizado há 4 meses
KEY POINTS
Foto: Corinthians
O governo dos Estados Unidos anunciou na última quarta-feira (1) uma nova rodada de sanções contra pessoas e empresas brasileiras investigadas por suposta ligação com a lavagem de dinheiro do Primeiro Comando da Capital (PCC), entre elas, o Corinthians.
Entre os nomes citados aparece o empresário Victor Shimada, investigado no caso envolvendo o contrato de patrocínio entre o Corinthians e a Vai de Bet. A menção ao episódio levantou dúvidas sobre um possível impacto para o clube paulista.
Leia também: Ministro da Fazenda critica sanções americanas a brasileiros e empresas por elo com facções
Os Estados Unidos adotaram sanções econômicas contra integrantes ligados a organizações criminosas consideradas ameaças à segurança internacional. Entre elas estão o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV). As medidas permitem o bloqueio de bens e contas em território americano, além da proibição de realizar transações com empresas ou instituições financeiras que tenham operações nos Estados Unidos.
Além disso, as regras atingem empresas e pessoas que mantenham relações comerciais com os alvos das sanções, caso fique comprovado apoio às atividades dessas organizações. No entanto, as restrições valem diretamente dentro da jurisdição dos Estados Unidos e não geram efeitos automáticos no Brasil. Ainda assim, desde que foram enquadradas como organizações terroristas, PCC e CV são alvos constantes de investigações americanas.
Apesar da ligação entre o clube e um dos empresários do caso, o Corinthians não entra na lista de sanções apenas por aparecer na investigação. Para que o clube enfrente consequências, seria necessário comprovar que houve apoio consciente e deliberado a organizações classificadas pelos Estados Unidos como terroristas.
Segundo especialistas, a legislação americana exige que esse apoio aconteça de forma intencional. Ou seja, uma eventual negligência ou falta de conhecimento não caracteriza esse tipo de conduta. Caso surjam indícios de que empresas ou pessoas envolvidas sabiam da ligação com uma organização criminosa, a situação pode ganhar outra dimensão durante as investigações.
O Corinthians assinou com a Vai de Bet o primeiro contrato de patrocínio da gestão de Augusto Melo, presidente que acabou sendo afastado do clube. O acordo previa um investimento total de R$ 360 milhões, mas a empresa de apostas encerrou a parceria de forma unilateral em junho de 2024.
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Siga o Times | CNBCApós a confirmação da parceria com a Vai de Bet, o acordo previa o pagamento de R$ 700 mil por mês para a empresa intermediadora Rede Media Social Limitada, totalizando R$ 25,2 milhões durante o contrato.

Leia também: PCC-CV: Sanções dos EUA elevam custo e reforçam pressão sobre empresas brasileiras
Entretanto, a divulgação de que parte dessa comissão teria seguido para uma empresa de fachada levou a Vai de Bet a encerrar o contrato. As investigações da Polícia Civil de São Paulo apontaram que a intermediadora utilizou empresas fantasmas para transferir R$ 1 milhão para a UJ Football Talent, empresa apontada como braço financeiro do PCC. O Corinthians afirmou que nunca teve contrato com essa empresa.
Entre as companhias citadas pelo Ministério Público de São Paulo aparece a Victory Trading, empresa ligada a Victor Shimada e incluída na lista de sanções dos Estados Unidos.
“Em janeiro de 2025, Shimada foi mantido brevemente em prisão domiciliar no Brasil porque uma de suas empresas, a Victory Trading Intermediação de Negócios Cobranças e Tecnologia Ltda (Victory Trading), foi usada para lavar dinheiro roubado de um clube de futebol brasileiro como parte de um esquema de fraude publicitária”, disse o comunicado das autoridades americanas.
Com isso, apesar do nome estar relacionado às investigações americanas contra organizações criminosas, é pouco provável que o Corinthians sofra sanções ou medidas vindas do exterior. Além disso, o caso entre o Timão e a Vai de Bet foi esclarecido pelo clube na época.
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