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Redução da jornada pode elevar em 10% o custo da hora trabalhada, diz Sérgio All
Publicado 16/10/2026 • 19:03 | Atualizado há 1 uma semana
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Publicado 16/10/2026 • 19:03 | Atualizado há 1 uma semana
KEY POINTS
A mudança da escala 6×1 para 5×2 exigirá que micro, pequenas e médias empresas revisem jornadas de trabalho, calculem custos e avaliem a necessidade de novas contratações antes da entrada em vigor das regras, prevista para 60 dias após a promulgação.
Sérgio All, Notável do Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC, recomenda que os empresários comecem a simular cenários desde já para evitar problemas na reorganização das operações.
A mudança foi aprovada pelo Senado por 75 votos a um. A nova configuração prevê duas folgas semanais e redução da jornada de 44 para 40 horas, sem redução salarial.
Para as empresas, a alteração pode elevar o custo por hora trabalhada e exigir ajustes na distribuição das equipes.
“Eu acho que a forma mais concreta de fazer isso é começar a testar o modelo do negócio na estrutura para entender como isso vai acontecer depois de 60 dias e entender o custo”, afirmou Sérgio All.
O impacto dependerá do funcionamento de cada negócio. Empresas que já adotam escalas com folgas distribuídas e equipes de cobertura podem ter uma estrutura mais próxima da nova realidade. Já operações que precisam manter atendimento diário podem enfrentar maior pressão para reorganizar os turnos.
Bares, restaurantes e outros serviços que funcionam continuamente estão entre os negócios que precisarão avaliar como garantir a cobertura das jornadas. Entre as alternativas estão contratar funcionários, redistribuir horários ou recorrer a horas extras.
Sérgio All recomenda que os empresários analisem modelos utilizados por setores que já trabalham com escalas e equipes de substituição. A avaliação deve considerar como as folgas são distribuídas, quantas pessoas são necessárias em cada turno e quais custos estão associados à manutenção da operação.
“Esse está sendo um grande desafio, mas com certeza haverá desafios de custos até essa conhecida adaptação a essa nova escala”.
A redução da jornada semanal, com manutenção dos salários, pode aumentar o custo da hora trabalhada. Segundo o notável, existe uma estimativa de elevação próxima de 10% nesse indicador, o que torna necessário calcular como a mudança afetará as despesas operacionais.
O empresário também precisará avaliar se será possível absorver os custos adicionais ou se haverá necessidade de rever preços e outras decisões comerciais. A resposta dependerá da estrutura de cada empresa, da quantidade de horas necessárias para manter o atendimento e da possibilidade de reorganizar as equipes.
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Siga o Times | CNBCPara Sérgio All, o planejamento financeiro deve envolver o contador e a equipe administrativa da empresa. O objetivo é identificar antecipadamente o impacto sobre a folha de pagamento e avaliar as alternativas de adaptação.
“É importante falar com o contador, falar com o time financeiro da empresa, como estruturar essa estratégia. Está todo mundo alinhado, falando a mesma língua”, afirmou.
Para ajudar os empreendedores a antecipar os impactos, Sérgio All apresentou três medidas de planejamento. A primeira é mapear a operação, identificando quantas pessoas e horas de trabalho são necessárias para manter o negócio funcionando, inclusive nos fins de semana e nos períodos de maior movimento.
“Quando eu falei planejamento, é pegar isso e colocar no papel, sentar com o time de planejamento da empresa e entender qual vai ser o peso que isso trará”.
A segunda medida é simular a escala 5×2 antes da entrada em vigor das regras. O exercício deve identificar os horários em que poderá faltar pessoal e estimar quanto custaria contratar novos funcionários ou cobrir as lacunas com horas extras.
A simulação permite comparar diferentes configurações de equipe e avaliar se a estrutura atual conseguirá atender à nova jornada. Também ajuda a identificar quais períodos exigirão mudanças mais significativas na distribuição dos funcionários.
A terceira medida é consultar o contador e o sindicato para estimar os custos e esclarecer dúvidas sobre a adaptação. A orientação é concluir esse levantamento antes do prazo previsto para a entrada em vigor das novas regras.
“A terceira missão é conversar com o contador, com o sindicato, para estimar custos de adaptação antes de os 60 dias chegarem”.
A recomendação é que as empresas transformem essas etapas em um plano de ação com prazos e estimativas financeiras. O levantamento inicial deve permitir que o empreendedor conheça o custo projetado da adaptação e identifique as medidas necessárias para manter a operação.
“Focar, planejar. O mar não está para peixe. E aqueles que estão preparados, com certeza vão chegar lá na frente e falar: ‘Está vendo o que o planejamento fez?’”.
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