CNBC

CNBCFed mantém juros entre 3,75% e 4% apesar da inflação persistente

Economia Brasileira

Indústria de máquinas reage em setembro, mas acumula queda de 13,4% no ano

Publicado 28/10/2026 • 15:46 | Atualizado há 14 minutos

KEY POINTS

  • Receita da indústria brasileira de máquinas e equipamentos cresceu 1,6% em setembro, mas recuou 15,6% ante igual mês de 2025.
  • Juros de 13,75% limitam investimentos e ajudam a explicar a retração de 13,4% no faturamento acumulado até setembro.
  • Exportações cresceram 5,5% no ano, enquanto importações avançaram 4,8% e o déficit comercial chegou a US$ 14,84 bilhões.

Foto: Wilson Dias / Agência Brasil

A indústria brasileira de máquinas e equipamentos registrou receita líquida de R$ 23,44 bilhões em setembro de 2026, alta real de 1,6% sobre agosto. O resultado, divulgado pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) nesta quarta-feira (28), representa uma reação mensal, mas não reverte o enfraquecimento observado ao longo do ano.

Em relação a setembro de 2025, o faturamento caiu 15,6%. De janeiro a setembro, a retração acumulada chegou a 13,4%, em valores constantes. Considerado o ajuste sazonal, a receita de setembro avançou 2,8% frente a agosto.

Leia também: Abimaq piora projeção e prevê queda de 8,4% nas vendas de máquinas em 2026

A entidade atribui o desempenho à demanda doméstica enfraquecida pelo custo do crédito e às dificuldades no mercado externo. Mesmo com o crescimento das vendas internacionais em dólares, a valorização do real reduziu em 5,8% a receita das exportações convertida para a moeda brasileira.

Juros elevados freiam compras e investimentos

Com a Selic em 13,75% ao ano, o financiamento continua a limitar a aquisição de equipamentos. “O elevado custo do crédito reduz a alavancagem financeira, encarece o serviço das dívidas e desestimula a Formação Bruta de Capital Fixo”, afirmou a Abimaq.

A receita no mercado interno somou R$ 148,74 bilhões entre janeiro e setembro, queda real de 15,8% ante igual intervalo de 2025. Entre as atividades acompanhadas pela associação, apenas infraestrutura e indústria de base registraram aumento nas compras de máquinas nacionais no acumulado do ano.

Leia também: Após reunião com o governo, Abimaq cobra crédito mais barato para a indústria

O chamado consumo aparente, que mede a disponibilidade de máquinas e equipamentos no mercado brasileiro, totalizou R$ 31,81 bilhões em setembro, ante R$ 33,28 bilhões em agosto, recuo nominal de 4,4%. Na comparação anual, a queda real foi de 12,5%, chegando a 19,2% no acumulado de nove meses.

Exportações avançam, mas déficit comercial aumenta

As exportações voltaram a crescer em setembro e alcançaram US$ 1,34 bilhão (R$ 7 bilhões), alta de 12,8% sobre agosto e de 0,8% na comparação anual. De janeiro a setembro, as vendas externas somaram US$ 10,15 bilhões (R$ 55 bilhões), crescimento de 5,5%; em 12 meses, o avanço foi de 8,9%.

Times Brasil - CNBC

Siga o Times | CNBC no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.

Siga o Times | CNBC

Os Estados Unidos permaneceram como principal destino, com US$ 2,58 bilhões (R$ 14 bilhões) em compras no acumulado do ano, alta de 6,4%. Na sequência vieram Argentina, com US$ 1,05 bilhão (R$ 6 bilhões), Cingapura, com US$ 668,5 milhões (R$ 4 bilhões), Paraguai, com US$ 543,4 milhões (R$ 3 bilhões), e México, com US$ 446,6 milhões (R$ 2 bilhões). A América do Sul seguiu como principal bloco regional de destino.

O crescimento das vendas externas alcançou componentes para bens de capital e máquinas destinadas à logística, construção, infraestrutura, indústria de transformação e agricultura. As exceções foram os equipamentos para bens de consumo, com queda de 6,2%, e os voltados a petróleo e energia renovável.

Leia também: Tarifaço: prorrogação do drawback reduz custo de insumos para exportadores, diz Abimaq

Do lado das importações, setembro registrou US$ 2,79 bilhões (R$ 15 bilhões), queda de 6,1% frente a agosto, mas alta de 1,3% em relação a setembro de 2025. No acumulado do ano, as compras externas chegaram a US$ 24,99 bilhões (R$ 134 bilhões), crescimento de 4,8%. O déficit comercial do setor atingiu US$ 14,84 bilhões (R$ 80 bilhões), piora de 4,3%.

A China respondeu por 36% das importações, com US$ 9,01 bilhões (R$ 48 bilhões), avanço de 17,7%. Os Estados Unidos forneceram US$ 3,66 bilhões (R$ 20 bilhões), queda de 2%, e a Alemanha, US$ 2,88 bilhões (R$ 15 bilhões), recuo de 0,7%. Sem a China, as importações do setor teriam caído 1,3% no ano. A participação de máquinas importadas no mercado brasileiro passou de 45,1% para 47,6%.

Capacidade instalada estável e carteira maior

O Nível de Utilização da Capacidade Instalada (Nuci) ficou em 79,5% em setembro, praticamente igual aos 79,6% de agosto e acima dos 79,3% registrados um ano antes. Na média de janeiro a setembro, a indústria utilizou 78,7% de sua capacidade.

Leia também: Setor de máquinas e equipamentos perde 14,2% em fevereiro, aponta Abimaq

A carteira de pedidos avançou para o equivalente a 10,3 semanas de trabalho, aumento de 2,4% sobre agosto e de 16,6% na comparação anual. A média de 2026 foi de 9,4 semanas, 2,4% acima da registrada em 2025. Segundo a Abimaq, as encomendas ligadas à infraestrutura ajudaram a sustentar a atividade em meio à fraqueza de outras áreas da demanda.

📌 ONDE ASSISTIR AO MAIOR CANAL DE NEGÓCIOS DO MUNDO NO BRASIL:


🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais

🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562

🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube

🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Zapping | Novos Streamings

Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no

MAIS EM Economia Brasileira