CNBC

CNBCNobel de Economia 2026: Robert Hall e Michael Woodford são premiados por estudos sobre estabilização econômica

Notícias do Brasil

Reforma Tributária: o que pode mudar no bolso dos brasileiros em 2027?

Publicado 13/10/2026 • 06:00 | Atualizado há 59 minutos

KEY POINTS

  • Em 2027, a CBS substituirá o PIS e a Cofins, enquanto o Imposto Seletivo começará a valer.
  • O governo reduzirá a zero as alíquotas do IPI para quase todos os produtos, com exceção ligada à Zona Franca de Manaus.
  • A substituição do ICMS e do ISS pelo IBS ocorrerá gradualmente até 2032, com conclusão da transição prevista para 2033.
Reforma Tributária: o que pode mudar no bolso dos brasileiros em 2027?

Foto: magnific

Reforma Tributária: o que pode mudar no bolso dos brasileiros em 2027?

A Reforma Tributária terá uma etapa importante em 2027, quando o Brasil começará a substituir tributos atuais por um novo modelo de cobrança sobre o consumo. A mudança prevê a extinção do PIS e da Cofins, a entrada em vigor do Imposto Seletivo (IS) e a redução a zero das alíquotas do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para quase todos os produtos.

As alterações poderão influenciar os custos das empresas e a formação de preços de mercadorias e serviços. Entretanto, a mudança no sistema tributário não garante, por si só, uma redução generalizada dos preços. O impacto dependerá das regras aplicáveis a cada atividade e das condições de cada mercado.

Leia também: Reforma Tributária: o que acontece com o dinheiro dos impostos no momento da venda?

Segundo a Receita Federal, a reforma busca simplificar o sistema tributário, reduzir distorções econômicas e aumentar a transparência na cobrança de impostos. A implementação ocorrerá gradualmente, com a transição completa prevista para 2033.

Reforma Tributária: como CBS e IBS mudarão os impostos sobre o consumo

A partir de 2027, a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), de competência federal, entrará na fase de cobrança do novo sistema e substituirá o PIS e a Cofins. Já o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), de competência compartilhada entre estados e municípios, substituirá gradualmente o ICMS e o ISS.

Os dois tributos seguem a lógica do Imposto sobre Valor Agregado (IVA), modelo utilizado em diferentes países. A proposta prevê a não cumulatividade e o aproveitamento de créditos tributários, conforme as regras legais, para reduzir a incidência acumulada de impostos ao longo da cadeia produtiva.

Com isso, a reforma pretende simplificar a tributação e diminuir as distorções que afetam as atividades econômicas. Para os consumidores, porém, os efeitos sobre os preços dependerão da aplicação das novas regras e das características de cada setor.

Imposto Seletivo poderá atingir produtos específicos

Outra mudança prevista para 2027 é a entrada em vigor do Imposto Seletivo, criado para desestimular o consumo de bens e serviços prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente.

A cobrança poderá incidir sobre a produção, a extração, a comercialização ou a importação dos itens definidos em lei. Dessa forma, o impacto sobre os preços dependerá dos produtos abrangidos e das alíquotas estabelecidas para cada caso.

Como o imposto tem caráter seletivo, ele incidirá apenas sobre os itens previstos na legislação, e não sobre todos os produtos disponíveis no mercado.

IPI terá alíquota zero para quase todos os produtos

Em 2027, o governo reduzirá a zero as alíquotas do IPI para quase todos os produtos. A exceção são os produtos também industrializados na Zona Franca de Manaus, cuja tributação seguirá as regras destinadas a preservar a competitividade da região.

Times Brasil - CNBC

Siga o Times | CNBC no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.

Siga o Times | CNBC

A mudança poderá alterar os custos de determinados bens industrializados. Entretanto, uma eventual redução do imposto não garante queda no preço final, que também depende de outros fatores da cadeia de produção e comercialização.

Leia também: Reforma tributária: recolhimento automático de impostos pode ser revisto sem mudar a Constituição

Reforma Tributária: brasileiros vão pagar menos impostos?

Não é possível afirmar que a Reforma Tributária provocará uma redução generalizada dos preços em 2027. Embora a simplificação do sistema possa alterar a estrutura tributária das empresas, os efeitos variarão conforme o produto ou serviço e as regras aplicáveis.

A proposta tem como objetivos reduzir a cumulatividade, aumentar a transparência e oferecer maior segurança jurídica. Assim, o impacto sobre o orçamento das famílias deverá ser avaliado à medida que o novo modelo entrar em funcionamento.

Transição tributária seguirá até 2033

O cronograma prevê uma fase de testes em 2026, com alíquotas de 0,9% para a CBS e de 0,1% para o IBS. Os valores recolhidos poderão ser compensados com os montantes devidos de PIS e Cofins no mesmo período de liquidação. A legislação também prevê dispensa do recolhimento dos valores de teste para contribuintes que cumprirem as obrigações acessórias exigidas.

Em 2027 e 2028, o PIS e a Cofins serão extintos, a CBS entrará na nova fase de cobrança e o Imposto Seletivo começará a vigorar. O IBS terá alíquota de 0,1% nesse período, enquanto o IPI terá alíquota zero para quase todos os produtos.

Entre 2029 e 2032, a substituição do ICMS e do ISS pelo IBS ocorrerá gradualmente, com redução progressiva das alíquotas dos tributos atuais e aumento da participação do novo imposto. A implementação integral do sistema está prevista para 2033.

Leia também: Reforma tributária exigirá empresas no mesmo nível tecnológico do Fisco, diz Giovanni Schiavone, sócio de Tax Technology da EY Brasil

Além das mudanças na cobrança, a reforma abre espaço para modernizar a administração tributária, com digitalização de processos, automação e compartilhamento de dados entre União, estados e municípios. A transição também exigirá adaptação dos contribuintes e dos fiscos às novas regras.

Dessa forma, 2027 marcará uma mudança importante na tributação brasileira. No entanto, o efeito efetivo sobre o bolso dos consumidores dependerá da aplicação das novas regras e das condições de cada mercado, sem garantia de redução generalizada dos preços.

📌 ONDE ASSISTIR AO MAIOR CANAL DE NEGÓCIOS DO MUNDO NO BRASIL:


🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais

🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562

🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube

🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Zapping | Novos Streamings

Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no

MAIS EM Notícias do Brasil

Xbox encarece consoles em mais de US$ 100; veja o que muda no Brasil Conheça os 3 destinos de luxo que estão na mira dos milionários Qual cargo teve alta de US$ 810 mil no salário desde 2021 Aposentadoria milionária: Kevin O’Leary indica regra para investir Chris Evans vende mansão em Hollywood Hills por US$ 5,4 milhões Brasil surpreende e entra no top 10 dos países que mais avançaram em educação Anthropic exige US$ 25 milhões iniciais em investimento Quem é o dono do Bilibili, o “YouTube chinês” que chegou ao Brasil Porsche apresenta novo carro de corrida de entrada com DNA das pistas PIB do Brasil cresce 0,5% e fica entre os maiores do mundo