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SAF deve se sustentar com receitas recorrentes e não depender de venda de atletas, diz investidor da SAF do Paraná Clube

Publicado 08/09/2026 • 14:31 | Atualizado há 22 minutos

KEY POINTS

  • SAFs precisam se sustentar com receitas recorrentes e não depender da venda de jogadores para equilibrar o orçamento.
  • Segundo Gustavo Magalhães, investidores avaliam geração de receita, patrimônio e expectativa de retorno antes de entrar em um clube.
  • No caso do Paraná, o projeto busca combinar competitividade esportiva com controle de gastos e novas fontes de receita.

Uma SAF precisa ser estruturada para sustentar suas despesas com receitas recorrentes, sem depender da venda de jogadores ou de negociações extraordinárias, afirmou Gustavo Magalhães, sócio-fundador da Chenus, em entrevista ao Times CNBC Sports, do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC.

Segundo Magalhães, investidores analisam informações financeiras, a capacidade de geração de receita, o patrimônio e a expectativa de retorno antes de entrar em um clube.

“Todo investidor precisa entender o financeiro da empresa.”

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Receita recorrente pesa na análise

Para Magalhães, a avaliação de uma SAF deve seguir critérios semelhantes aos usados em outros negócios.

O investidor precisa entender quanto o clube consegue gerar de forma regular, quais são suas despesas e qual é a capacidade de transformar o capital aportado em retorno ao longo do tempo.

No futebol, ele citou receitas de sócio-torcedor, bilheteria e naming rights entre as fontes que podem sustentar a operação de maneira contínua.

Já receitas ligadas à negociação de atletas e à formação de jogadores devem ser tratadas como não recorrentes e não deveriam servir de base para equilibrar o orçamento anual.

Paraná reúne torcida, patrimônio e outros ativos

Ao explicar o interesse pelo Paraná Clube, Magalhães destacou a tradição da equipe, o mercado de Curitiba e o engajamento da torcida.

Outro fator considerado foi o patrimônio imobiliário do clube.

Segundo ele, esses espaços podem ser usados para atividades de entretenimento também quando não houver partidas, com eventos, shows e seminários.

A estratégia permitiria combinar as receitas diretamente ligadas ao futebol com outras fontes recorrentes.

Gastos não podem comprometer o projeto

O sócio-fundador da Chenus também alertou para o risco de elevar demais os gastos para atender rapidamente à expectativa dos torcedores.

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O investimento esportivo, segundo ele, precisa ser compatível com a receita disponível e com a capacidade financeira da SAF.

Ao falar sobre o Paraná Clube, Magalhães afirmou que o projeto pretende manter a equipe competitiva sem criar uma expectativa de sucesso baseada em despesas insustentáveis.

“Isso aí é um voo de galinha; isso acaba muito rápido.”

Uma SAF, na visão dele, precisa buscar competitividade sem comprometer a continuidade financeira do projeto.

Custos crescem mais rápido que receitas

Magalhães afirmou que, em geral, os custos do futebol estão crescendo mais rapidamente do que as receitas.

Por isso, defende a busca por fontes de faturamento que não estejam diretamente ligadas às partidas.

Esses recursos podem ajudar a financiar o investimento no futebol e reduzir a pressão sobre as receitas tradicionais do clube.

Investidor também avalia patrimônio e marca

Além da geração de receita, Magalhães destacou o valor dos ativos que acompanham uma SAF.

Segundo ele, o investidor analisa tanto o patrimônio físico quanto a marca construída pela associação ao longo de sua história.

A expectativa de retorno financeiro também entra nessa avaliação, assim como em qualquer outro investimento empresarial.

No caso do Paraná, Magalhães afirmou que a intenção é construir um projeto de longo prazo, equilibrando a capacidade de investimento com o desempenho esportivo.

“O Paraná será competitivo em todas as competições que ele vier a participar.”

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