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Publicado 08/06/2026 • 10:00 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Salário é principal fator na escolha de emprego para 28,7% dos brasileiros, aponta estudo
Mesmo com a expansão do home office e da flexibilidade nos últimos anos, o trabalhador brasileiro ainda prioriza critérios mais tradicionais na hora de escolher um emprego.
É o que mostra a 69ª edição da pesquisa Retratos da Sociedade Brasileira, da Confederação Nacional da Indústria (CNI), que coloca o salário no topo das preferências.
A Nexus realizou o levantamento com 2.008 pessoas acima de 16 anos em todos os estados e no Distrito Federal, em outubro de 2025, e o estudo reforça a importância de fatores como estabilidade e segurança no mercado de trabalho.
Segundo a pesquisa, 28,7% dos entrevistados apontaram o salário como principal fator na escolha de um emprego ideal para os próximos cinco anos. Em seguida, aparecem a estabilidade no emprego, com 22,4%, e a perspectiva de crescimento na carreira, com 20,1%.
Os dados indicam que, além da remuneração, o trabalhador também valoriza oportunidades de evolução profissional e segurança no vínculo empregatício.
Apesar do avanço do trabalho remoto, a flexibilidade não lidera as prioridades. A flexibilidade de horário foi citada por 19,3% dos entrevistados, enquanto apenas 15,9% destacaram o home office como fator decisivo. A jornada reduzida aparece em último lugar, com 9,8%.
Para especialistas da CNI, os números mostram que, mesmo com novas formas de trabalho, o emprego formal ainda é fortemente associado à estabilidade.
A preferência pelo trabalho com carteira assinada também se mantém. Mais de um terço dos entrevistados que buscaram emprego recentemente consideram o vínculo formal o mais atrativo. Entre os jovens de 25 a 34 anos, esse índice chega a 41,4%.
Entre os desafios para alcançar o emprego ideal, 22% apontam a falta de vagas com boas condições. Depois aparecem a falta de experiência (17,6%) e a ausência de cursos de formação na região (16,9%). A necessidade de cuidar de familiares também pesa, com 16,1%.
O estudo mostra ainda que 43% dos brasileiros não sabem em que profissão estarão daqui a cinco anos. Entre os que projetam o futuro, 13,9% querem abrir o próprio negócio.
Apesar disso, o nível de satisfação com o trabalho atual é alto: 95% dizem estar satisfeitos. Por outro lado, apenas 44,5% afirmam dominar habilidades digitais mais complexas, como inteligência artificial e sistemas.
Leia também: Inflação x mercado de trabalho: estudo revela que choque do petróleo pressiona mais preços do que emprego
O levantamento reforça um cenário em que salário, estabilidade e crescimento seguem como principais pilares na escolha de um emprego, enquanto o home office e a flexibilidade ainda ocupam um papel secundário nas decisões dos trabalhadores brasileiros.
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