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São Paulo deve ficar sem megashow na Avenida Paulista em 2026
Publicado 25/07/2026 • 15:44 | Atualizado há 37 minutos
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Publicado 25/07/2026 • 15:44 | Atualizado há 37 minutos
KEY POINTS
Divulgação/Prefeitura SP
Réveillon na Avenida Paulista
O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), afirmou nesta sexta-feira (24) que a capital paulista provavelmente não terá um megashow gratuito de artista internacional na avenida Paulista em 2026.
Nunes atribuiu o provável cancelamento à demora na análise do acordo firmado entre a Prefeitura e o Ministério Público de São Paulo (MPSP) para ampliar o número de grandes eventos realizados na avenida.
“Tem um ou outro do Judiciário ou do MP que quer, por uma questão pessoal, ficar vendo pontinhos, e isso tem atrapalhado muita gente”, afirmou o prefeito em entrevista à Rádio Bandeirantes.
Desde 2007, o calendário da Paulista está limitado a três grandes eventos por ano: a Parada do Orgulho LGBT+, a Corrida Internacional de São Silvestre e o Réveillon.
Em fevereiro, a Prefeitura assinou um aditamento ao Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o Ministério Público para permitir um megaevento adicional no segundo semestre de 2026 e outros dois por ano a partir de 2027. O acordo, porém, ainda precisa ser homologado pelo Conselho Superior do MPSP.
Em junho, a gestão municipal apresentou embargos de declaração para pedir esclarecimentos sobre algumas cláusulas do documento, entre elas a obrigação de que os eventos sejam realizados sem recursos da Prefeitura.
Os embargos são utilizados para solicitar esclarecimentos sobre pontos considerados omissos, contraditórios ou pouco claros em uma decisão. O pedido da administração municipal ainda não havia sido analisado pelo Conselho Superior.
Segundo Nunes, a indefinição reduz o prazo disponível para negociar com artistas internacionais e organizar um evento de grande porte ainda neste ano.
A Prefeitura pretendia realizar dois megashows gratuitos por ano na Paulista, mas o acordo estabeleceu uma implementação gradual. Em 2026, seria permitido apenas um evento adicional. A partir de 2027, poderiam ser promovidos dois, um em cada semestre.
Entre as condições previstas estão a realização dos shows em sábados, domingos ou feriados, a apresentação de planos de evacuação e emergência, o controle de acesso do público e medidas para reduzir impactos no trânsito e no ruído da região.
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Siga o Times | CNBCDurante a entrevista, Nunes afirmou que fazia um “desabafo” sobre o andamento das negociações.
“Não consigo fazer um negócio para atrair emprego, para gerar renda, gerar emprego, porque eles ficam postergando. Eles precisam me deixar cuidar da cidade”, criticou.
O prefeito disse ainda que o evento ajudaria a projetar São Paulo internacionalmente e movimentaria setores como hotelaria, transporte e turismo.
“Infelizmente, a gente poderia ter tido um grande evento aqui para ter a cidade sendo projetada para o mundo, para poder ter os hotéis cheios, os taxistas e motoristas de aplicativo trabalhando, gerar emprego e renda e, infelizmente, por ficarem postergando, por quererem governar sem ter voto, a gente esse ano possivelmente não vai ter”, declarou.
A gestão municipal avaliava a contratação de atrações internacionais. U2 e Coldplay estavam entre os nomes especulados, mas nenhuma negociação havia sido oficialmente confirmada.
O projeto da Prefeitura foi inspirado no “Todo Mundo no Rio”, iniciativa da administração do prefeito Eduardo Paes que promove megashows gratuitos na praia de Copacabana.
O evento recebeu Madonna em 2024, Lady Gaga em 2025 e Shakira em 2026, com o objetivo de atrair turistas, ampliar a exposição internacional do Rio de Janeiro e movimentar a economia da cidade.
Ao defender a ampliação do calendário da Paulista, a Prefeitura argumentou que a São Silvestre e o Réveillon ocorrem na mesma data e deveriam ser contabilizados como um único evento. O Ministério Público acolheu esse entendimento ao elaborar o novo acordo.
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