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São Paulo se prepara para um novo ciclo de construção de escritórios

Publicado 28/09/2026 • 19:30 | Atualizado há 34 minutos

KEY POINTS

  • Vacância em queda e alta dos aluguéis aumentam o interesse por novos escritórios em São Paulo.
  • Locações somaram 180 mil m² no primeiro semestre, enquanto a procura por espaços corporativos cresce com a redução do home office.
  • Novos projetos avançam em regiões como Faria Lima, Itaim e Pinheiros, mas custos de construção e juros ainda limitam investimentos.
São Paulo se prepara para um novo ciclo de construção de escritórios

Foto: unsplash

São Paulo se prepara para um novo ciclo de construção de escritórios

O mercado de escritórios de São Paulo começa a reunir condições para uma nova rodada de investimentos em empreendimentos corporativos. A redução da vacância, o aumento dos aluguéis e a procura por espaços maiores indicam uma retomada da demanda, segundo a consultoria imobiliária CBRE.

As locações de escritórios somaram 180 mil metros quadrados no primeiro semestre. O volume ficou próximo do recorde registrado no mesmo período do ano passado, de 187 mil metros quadrados.

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De acordo com o Estadão, a redução do home office ajuda a explicar esse movimento. De acordo com Felipe Giuliano, diretor sênior de locação da CBRE, empresas, principalmente as de grande porte, estão ampliando a presença nos escritórios e precisam de áreas maiores.

Como resultado, a taxa de vacância na cidade caiu para 15,1%. Durante a pandemia, o índice chegou a cerca de 22%. Nos edifícios de padrão triplo A, a taxa é ainda menor, de 9,8%.

Aluguéis sobem em regiões mais disputadas de São Paulo

A procura, porém, não ocorre de forma uniforme pela cidade. Itaim, Faria Lima e Pinheiros concentram parte importante do interesse porque têm demanda elevada e menor disponibilidade de escritórios.

Na Faria Lima, por exemplo, a escassez de espaços já levou o preço de novos aluguéis a superar R$ 350 ou R$ 400 por metro quadrado em alguns casos. Para a CBRE, os valores começam a justificar investimentos em novos empreendimentos nessas regiões.

O movimento também chama a atenção porque a oferta futura ainda é limitada. Os prédios com entrega prevista para 2027 devem acrescentar 206 mil metros quadrados ao estoque de escritórios da capital.

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Desse total, 60 mil metros quadrados, ou 29%, já estão pré-locados. A CBRE ainda trabalha na comercialização de outros 26 mil metros quadrados. Se esses contratos forem fechados, a pré-locação chegará a 86 mil metros quadrados, equivalente a 42% do estoque previsto para entrega em 2027.

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Novos projetos já estão em andamento

A perspectiva de menor oferta já começa a influenciar os empreendedores. As incorporadoras Lucio e Bolsa de Imóveis investem em dois prédios na região da Faria Lima, com entrega prevista para 2028.

Um dos empreendimentos terá 17 pavimentos e 15 mil metros quadrados. O projeto ficará na Rua Jerônimo da Veiga, na esquina com a Rua Iguatemi. O segundo terá cinco pavimentos e 26 mil metros quadrados, na esquina da Rua Chilon com a Faria Lima.

Nos arredores, o Santander também prepara uma nova sede. O Campus JK, na Avenida Presidente Juscelino Kubitschek, terá três torres corporativas interligadas e seis pavimentos de escritórios. O projeto sob medida soma 40 mil metros quadrados e tem previsão de entrega para 2028.

Custos ainda limitam investimentos

Apesar do aumento dos aluguéis e da demanda, a construção de novos escritórios enfrenta obstáculos. Os custos de produção, as despesas com outorgas e as condições de financiamento reduzem a margem para novos projetos.

Adriano Sartori, presidente da CBRE, afirmou que o preço dos aluguéis já começa a justificar investimentos em algumas regiões. Ao mesmo tempo, destacou que a viabilidade dos empreendimentos continua apertada devido aos custos elevados de construção.

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Por isso, a continuidade desse movimento dependerá também do cenário macroeconômico. Para a CBRE, uma eventual queda dos juros pode abrir espaço para novos investimentos.

A combinação entre menos espaços disponíveis, empresas retornando aos escritórios e poucos projetos em desenvolvimento cria um ambiente diferente do observado durante a pandemia. Se os aluguéis continuarem subindo nos próximos trimestres e as condições financeiras melhorarem, mais empreendedores poderão avançar com novos projetos em São Paulo.

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