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Número de pessoas morando sozinhas dispara 86% em São Paulo

Publicado 12/09/2026 • 08:30 | Atualizado há 2 meses

KEY POINTS

  • Estudos apontam um crescimento para imóveis com apenas um morador.
  • Mudança também envolve a busca por residências menores e mais afastadas.
  • Crescimento pode estar relacionado ao preço dos imóveis ou custo de vida.
São Paulo

Foto: Unsplash

Morar sozinho cresce em São Paulo número quase dobra em uma década

Morar sozinho deixou de ser uma característica vista em bairros centrais e de renda mais alta de São Paulo. Nos últimos anos, esse perfil de moradia ganhou força em diferentes regiões da capital, inclusive nas periferias.

Os dados do Censo de 2022 mostram uma mudança importante na composição dos domicílios e ajudam a explicar como custo de vida, habitação e novas dinâmicas familiares transformaram o mapa da capital paulista.

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Pessoas morando sozinhas

De acordo com o Estadão, São Paulo tinha 504.945 domicílios com apenas uma pessoa em 2010. Em 2022, o total chegou a 940.250, avanço de 86%. No mesmo período, o número total de moradias na capital cresceu 21%.

Com isso, a participação dos domicílios com uma única pessoa passou de 14% para 22%. O número também demonstra a procura de futuros moradores por apartamentos menores.

Grajaú assume a liderança

A mudança também aparece na distribuição geográfica de São Paulo. Em 2010, o Jardim Paulista liderava o número de residências individuais, seguido por Vila Mariana, Santa Cecília e Itaim Bibi.

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Doze anos depois, o Grajaú passou para a primeira posição, com cerca de 24 mil domicílios com apenas um morador. Jardim Ângela aparece na sequência, com 20,8 mil, enquanto Capão Redondo soma cerca de 20 mil.

Custo de moradia

O preço dos imóveis aparece entre as principais explicações para essa mudança. Especialistas do IBGE apontam que o alto custo da habitação nas áreas centrais “empurra” parte da população para regiões mais afastadas.

Ao mesmo tempo, bairros periféricos passaram a receber maior quantidade de apartamentos menores e com preços mais acessíveis. Programas habitacionais como Minha Casa, Minha Vida também ajudaram a ampliar esse tipo de oferta.

Pandemia mudou os números

Apesar dos números apresentados, parte dos especialistas entende que é necessário cautela com os dados de 2022. O Censo aconteceu pouco depois da fase mais crítica da pandemia, período em que muitas famílias ainda reorganizavam a composição do imóvel.

Com isso, analistas apontam que a crise econômica e o crescimento demográfico nas periferias podem ter influenciado algumas declarações de moradores. Com isso, a pandemia da Covid-19 também pode ter influenciado a busca por imóveis em São Paulo.

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