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SUS se prepara para impactos da situação da Venezuela em Roraima

Publicado 03/01/2026 • 11:37 | Atualizado há 6 meses

KEY POINTS

  • Ministério da Saúde reforça atendimento em Roraima após conflito na Venezuela
  • Padilha diz que SUS foi preparado para efeitos da situação venezuelana

Marcelo Camargo/Agência Brasil.

Alexandre Padilha, ministro da Saúde

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou neste sábado (3) que o Sistema Único de Saúde (SUS) já absorve impactos da situação na Venezuela e foi preparado para lidar com possíveis desdobramentos do conflito militar no país vizinho.

A declaração indica atenção do governo brasileiro a um eventual aumento do fluxo migratório pela fronteira Norte.

Em publicação nas redes sociais, Padilha disse que equipes e estruturas do SUS foram mobilizadas desde o início das operações militares no entorno da Venezuela.

SUS reforça atuação na fronteira com a Venezuela

Segundo o ministro, foram acionadas a Força Nacional do SUS, a agência do SUS e equipes de Saúde Indígena para reduzir impactos do conflito na saúde pública brasileira. O foco está em Roraima, principal porta de entrada de venezuelanos no Brasil.

Padilha afirmou que o SUS seguirá prestando atendimento a quem precisar em território nacional, enquanto o governo acompanha os desdobramentos da crise na Venezuela.

Roraima já sente efeitos da crise da Venezuela

De acordo com o ministro, o Ministério da Saúde e o SUS de Roraima já absorvem efeitos diretos da situação na Venezuela. Os investimentos federais foram ampliados, especialmente após a suspensão de financiamentos dos Estados Unidos que apoiavam a Operação Acolhida, iniciativa de acolhimento humanitário a refugiados venezuelanos.

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Segundo Padilha, houve reforço de recursos, ampliação de equipes e aumento da presença de profissionais de saúde em áreas urbanas e indígenas.

Condenação indireta ao uso da força

Padilha foi o primeiro integrante do governo brasileiro a se manifestar publicamente após a captura do presidente Nicolás Maduro por forças dos Estados Unidos, lideradas pelo presidente Donald Trump. Sem citar diretamente os envolvidos, o ministro condenou o uso da força.

“Nada justifica conflitos terminarem em bombardeio. Guerra mata civis, destrói serviços de saúde e impede o cuidado às pessoas”, escreveu.

Saúde diante da crise regional

O ministro ressaltou que o Brasil manterá a prioridade no atendimento em saúde, independentemente do cenário regional. A estratégia envolve vigilância epidemiológica, capacidade hospitalar e atenção básica reforçada nas áreas mais expostas aos impactos da Venezuela.

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A manifestação ocorre em meio à escalada diplomática e militar envolvendo o país vizinho e reforça o papel do SUS como linha de frente no atendimento humanitário no Norte do Brasil.

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