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Tarcísio critica Enel e defende fim do contrato de concessão em SP
Publicado 18/08/2025 • 16:52 | Atualizado há 1 ano
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Publicado 18/08/2025 • 16:52 | Atualizado há 1 ano
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Raul Luciano/Estadão Conteúdo
Governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas.
A Enel, responsável pela distribuição de energia em 24 cidades da Região Metropolitana de São Paulo, recebeu críticas do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) nesta segunda-feira (18). Ele defendeu que nem o governo federal nem a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) renovem a concessão da empresa.
De acordo com Tarcísio, a Enel deixa de realizar investimentos essenciais, tanto em despesas de capital quanto operacionais, pois, segundo ele, “a qualidade do serviço não vai ser reconhecida na tarifa. E, como não é reconhecida na tarifa, não gera receita, e a empresa não faz o investimento”.
O governador afirmou ainda que se trata de “uma empresa geradora de caixa, uma empresa geradora de receita, mas que não faz os investimentos necessários”.
De Freitas avaliou o serviço prestado como “extremamente ruim” e “ultrapassado“. Ele explicou que os indicadores de desempenho, como Duração Equivalente de Interrupção por Unidade Consumidora (DEC) e Frequência Equivalente de Interrupção por Unidade Consumidora (FEC), eram facilmente atingidos, pois excluíam eventos causados por condições climáticas, o que permitia à empresa evitar maiores investimentos.
Tarcísio também relacionou o tempo elevado para restabelecimento da energia após ocorrências graves, como tempestades e ventos fortes, à ausência de aportes em pessoal e automação. O governador sugeriu que a concessão fosse reestruturada e dividida em pelo menos duas partes, com contratos que garantissem investimentos e definissem claramente as obrigações ao longo do tempo.
Em outubro de 2024, fortes chuvas em São Paulo deixaram no escuro 2,1 milhões de clientes da Enel. Em algumas regiões, os clientes ficaram sem energia por mais de uma semana.
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Siga o Times | CNBCSegundo o governador, diante do atual cenário, a possibilidade de renovar o contrato não deveria ser considerada, já que recuperar a capacidade de investimento é, nas palavras dele, “fundamental” para as administrações públicas de São Paulo.
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