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Tarifas dos EUA podem reduzir exportações brasileiras em até 35%, diz líder da BMJ Consultoria
Publicado 31/07/2025 • 16:54 | Atualizado há 1 ano
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Publicado 31/07/2025 • 16:54 | Atualizado há 1 ano
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O Brasil deve enfrentar uma queda nas exportações para os Estados Unidos, mesmo com quase 700 produtos isentos da tarifa de 50%, afirmou Vito Villar, líder de política internacional na BMJ Consultoria, em entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC.
Segundo ele, “os produtos que não estão na lista de isenções vão ficar com 50% de imposto de importação, enquanto os que estão na lista terão 10%. Isso representa uma mudança significativa, porque muitos setores vão ser bastante impactados, mesmo com essas exceções”.
Villar explicou que existem tarifas específicas para setores estratégicos como automóveis, ferro, aço e cobre, enquanto outros produtos ainda em investigação poderão sofrer tarifas variáveis. “Temos uma investigação que pode durar até 270 dias, mas Trump tem pressionado para que essa análise seja concluída mais rapidamente, especialmente para produtos como medicamentos e semicondutores, o que pode resultar em tarifas ainda maiores”.
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O especialista destacou que a tarifa mínima de 10% já representa um aumento expressivo: “Antes, os EUA tinham tarifas que variavam entre 2% e 3% para muitos produtos, então essa elevação para 10% já é bastante significativa. É importante lembrar que o Brasil tem uma tarifa média interna de cerca de 14%, então essa nova realidade americana visa proteger muito o mercado deles”.
Sobre os impactos econômicos, ele projetou uma queda nas exportações brasileiras de até 35%, citando um estudo que aponta “uma perda estimada em até 5 bilhões de dólares até o final de 2025 no cenário mais pessimista, mas como algumas exceções foram feitas, a expectativa agora é que essa perda seja pelo menos metade desse valor. Ainda assim, é um golpe importante para vários setores”.
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Siga o Times | CNBCO especialista atribuiu as exceções concedidas a certos produtos a influências políticas internas nos EUA. “Provavelmente, o lobby de grandes empresas americanas foi decisivo para proteger setores como o suco de laranja e a indústria aeronáutica. Esses interlocutores próximos ao governo Trump conseguiram sensibilizar o presidente para que essas tarifas não fossem aplicadas”.
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