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Tarifaço: com vestuário sobretaxado, setor têxtil fala em impacto em toda cadeia produtiva e nos postos de trabalho
Publicado 16/07/2026 • 10:38 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 16/07/2026 • 10:38 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
Indústria textil brasileira.
CNI/José Paulo Lacerda
A Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit) manifestou preocupação, por nota, com a decisão do governo dos Estados Unidos de impor novas tarifas às exportações brasileiras.
Para a entidade, a medida aumenta a insegurança no comércio internacional, reduz a competitividade das empresas e pode afetar investimentos, produção, emprego e a integração das cadeias produtivas.
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Em nota, a Abit destacou que Brasil e Estados Unidos mantêm uma relação econômica e comercial consolidada ao longo de décadas, marcada pelo diálogo e pela complementaridade entre diversos setores.
A associação defende que eventuais divergências comerciais sejam resolvidas por meio do diálogo e mecanismos previstos no sistema internacional de comércio. A entidade reforça que o objetivo precisa ser a preservação do fluxo de negócios e os interesses de ambos os países.
A Abit também afirmou que o atual contexto internacional, caracterizado pela crescente fragmentação geoeconômica e pelo maior uso de instrumentos de política comercial, reforça a necessidade de o Brasil avançar em sua agenda de competitividade, ampliar mercados, diversificar as exportações e fortalecer sua base industrial.
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Siga o Times | CNBCAs tarifas de 25% impostas pelos Estados Unidos atinge diretamente a indústria brasileira de confecções, especialmente o segmento de vestuário. Como o mercado norte-americano figura entre os principais destinos das exportações brasileiras desse setor, a sobretaxa encarece os produtos no destino e reduz sua competitividade em relação aos concorrentes internacionais, o que pode provocar queda nas vendas externas.
Os efeitos, no entanto, tendem a se espalhar por toda a cadeia têxtil. Com a possível retração das exportações de roupas, empresas do setor podem registrar perda de receita e reduzir a demanda por fios, tecidos e outros insumos produzidos no país. A expectativa é de desaceleração da atividade em diferentes segmentos da indústria têxtil, com impactos sobre a produção e a competitividade nacional.
O governo dos Estados Unidos oficializou, na noite de quarta-feira (15), a imposição de novas tarifas sobre produtos brasileiros. A confirmação ocorreu durante uma teleconferência conduzida por Jamieson Greer, representante do Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR).
Na apresentação, Greer afirmou que a administração de Donald Trump buscou negociar com o Brasil alternativas para modificar políticas consideradas problemáticas por Washington. Integrantes do USTR informaram que a relação completa dos produtos atingidos pelas tarifas será divulgada nas próximas horas por meio do Federal Register, o diário oficial do governo americano.
A medida foi anunciada após a realização de uma audiência pública, nos dias 6 e 7 de julho, que reuniu autoridades americanas, representantes do setor privado e entidades brasileiras para debater a investigação aberta com base na Seção 301 da legislação comercial dos Estados Unidos.
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